Foto ilustrativa

 

A associação ambientalista Quercus intentou uma acção popular administrativa contra o Governo, a Câmara de Benavente e vários autarcas que integram ou integraram aquele executivo por ilegalidades no processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM), foi ontem anunciado.

O advogado da associação, João Pinheiro, avançou que os motivos da acção administrativa se prendem com “várias ilegalidades praticadas durante o processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Benavente que atentam contra os valores do ordenamento do território e do ambiente”.

Segundo o advogado, o processo deu entrada na semana passada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria e visa o município de Benavente, o Governo de Portugal, o Ministério do Ambiente e vários autarcas que integraram ou integram o executivo da Câmara Municipal de Benavente, no distrito de Santarém.

De acordo com o causídico, a acção movida contra o Governo refere-se a um “inexistente processo de ratificação governamental que desconsidera a opção de localização do aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, solução que está consagrada no Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo”.

João Pinheiro considera inexplicável toda a situação, lamentando que, entre a data da aprovação da revisão do PDM, a 29 de Junho de 2015, e a data de entrada desta acção já se tenham passado três anos, sem que a revisão tivesse sido publicada oficialmente.

Por este facto, acusa o advogado, a Câmara Municipal de Benavente aprovou “actos de licenciamento com fundamentos dispersos” entre uma versão do PDM em vigor, que remonta a 1995 e outra “ineficaz devido à não conclusão do processo de revisão aprovado em 2015”.

Com a acção agora interposta, a Quercus pede a reversão das situações ilegais constituídas em violação dos instrumentos de gestão do território, com reposição da situação inicial, assim como o apuramento de responsabilidades dos titulares os órgãos municipais de decisão.

No início de Maio, a Quercus já havia intentado uma outra acção popular administrativa, igualmente contra o município de Benavente e nove ex e actuais autarcas, incluindo o presidente, pedindo a declaração de nulidade de actos urbanísticos que considera ilícitos.

Em causa naquele processo estão a aprovação de projectos de arquitectura e licenciamento urbanístico sem estarem reunidas as condições legais exigidas, a dispensa de projectos de especialidades, ausência de pareceres, caducidade de alvarás, dispensa de submissão de avaliação de impacte ambiental na alteração de um loteamento, que a Quercus afirma terem sido praticados pelo ex-presidente António José Ganhão e o seu vereador Miguel Cardia, nos mandatos de 2005 a 2013, e pelo executivo presidido por Carlos Coutinho entre 2013 e 2017.

Leia também...

Estrada cortada na Ribeira de Santarém

A Estrada da Estação, localizada na Ribeira de Santarém, encontra-se cortada nos dois sentidos, junto ao cruzamento perto da Ponte D. Luís, devido à…

“Trabalhamos para que os agricultores reguem de forma eficiente usando a água e a energia estritamente necessárias para garantir a produtividade e a qualidade das culturas”

Ao longo de quatro décadas, a Irricampo tem sido uma empresa de referência no desenvolvimento do regadio em Portugal. Visão, organização, seriedade, competência técnica,…

Freguesia de Mouriscas volta a ter médico a partir de 1 de Setembro

Após alguns meses de indefinição, a Freguesia de Mouriscas voltará, a partir de 1 de setembro, a contar com consultas de um médico com…

Detida carteira suspeita de desviar correspondência para se apoderar de cartões de crédito

Uma mulher, carteira, foi detida ontem por suspeita de se ter apoderado de correspondência que continha cartões bancários de residentes em Salvaterra de Magos…