A limitação de algum estacionamento a moradores, mais policiamento e maior controlo de pragas estão entre as propostas que a Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém (AMCHS) vai apresentar às forças políticas locais, no âmbito das autárquicas.

“São propostas divididas em quatro grupos. Um grupo de trabalho focou-se na mobilidade e no estacionamento, outro grupo de trabalho está dedicado à questão da limpeza e ambiente, outro na questão da reabilitação do edificado e um quarto focado na questão da segurança. São temas que os associados identificaram como os mais prementes para o centro histórico da cidade de Santarém”, afirmou o presidente da associação, Francisco Pombas.

O caderno de medidas está a ser elaborado pelos associados e será apresentado em primeira mão às forças políticas locais (depois das legislativas de 18 de Maio), com o objetivo de serem incluídas nos programas eleitorais para as autárquicas deste ano.

“Há zonas do centro histórico que devem ser restritas, quer em estacionamento, quer em circulação automóvel, a moradores. Nós defendemos que a Rua Serpa Pinto seja aberta ao trânsito automóvel para os moradores dessa rua, devidamente cadastrados e identificados nos serviços da Câmara Municipal”, exemplificou Francisco Pombas.

Na reabilitação do edificado, a AMCHS defende que a Câmara Municipal deve ter um papel mais ativo no apoio aos proprietários, através de incentivos financeiros para a recuperação dos edifícios.

É também pedido o reforço do controlo de pragas, como pombos, ratos e baratas, que representam “um flagelo para muitos moradores do centro histórico”.

“Não faz sentido que não haja uma política ambiental, de limpeza urbana”, afirmou o representante.

A associação já tinha apresentado um caderno de propostas no âmbito do mandato autárquico 2020-2025, mas o responsável considera que a taxa de execução foi “negativa” – apesar de reconhecer algumas melhorias promovidas pelo município, como a requalificação de praças e a abertura de monumentos históricos, Francisco Pombas considerou que os residentes têm sido muitas vezes esquecidos.

“Moradores, comércio e turismo são três vértices num triângulo que tem que ter equilíbrio e neste momento, a nossa avaliação é que os moradores são claramente o pilar mais esquecido deste triângulo”, referiu.

A segurança é outra das preocupações da AMCHS, que defende um reforço do policiamento no centro histórico como complemento às câmaras de videovigilância implementadas pela autarquia: “Tem que haver rondas policiais. O policiamento a pé tornaria o centro histórico mais seguro.”

A associação de moradores surgiu há 15 anos, quando foram instalados os parquímetros na cidade, para mostrar “alguma posição concertada” sobre a medida. Perdeu atividade ao longo dos anos, mas foi revitalizada devido ao agravamento da sensação de insegurança.

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