Imagem ilustrativa

O Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Salvaterra de Magos (PMEPC-SMG) está em fase de revisão para se adaptar às normas técnicas nacionais e reforçar a resposta a riscos como cheias e sismos, anunciou hoje o município à Lusa.

“O plano encontra-se em revisão, aguardando parecer da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, antes de ser submetido à Assembleia Municipal”, explicou fonte da autarquia a um conjunto de questões enviadas pela Lusa, sublinhando que a atualização “decorre da necessidade de alinhar o documento com a diretiva nacional sobre critérios e normas técnicas para planos de emergência”.

O documento identifica as cheias, inundações e os sismos como os perigos mais relevantes para o concelho.

“São os riscos com maior potencial de impacto no território”, referiu a autarquia, acrescentando que incêndios urbanos e rurais, acidentes rodoviários, secas e ondas de calor surgem como riscos moderados.

Há ainda riscos considerados baixos, como transporte de matérias perigosas, acidentes industriais e ferroviários, ondas de frio e colapso de estruturas.

Segundo o documento, o plano “define os principais procedimentos e orientações relativamente à coordenação e atuação dos vários agentes de proteção civil, serviços, organismos e entidades de apoio” e aplica-se a todo o território do concelho, composto por seis freguesias, numa área de 243,93 quilómetros quadrados.

Entre os objetivos do PMEPC estão “identificar e avaliar os riscos no município”, “inventariar os meios e recursos disponíveis” e “promover a informação das populações através de ações de sensibilização, tendo em vista a sua preparação e a assunção de uma cultura de autoproteção”

O plano articula-se com outros instrumentos, como o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil, o Plano Especial para Cheias na Bacia do Tejo e o Plano Intermunicipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, prevendo ainda medidas específicas para infraestruturas críticas, como rede viária, abastecimento de água, energia e telecomunicações.

Para informar a população de situações de emergências, estão previstas comunicações através das redes sociais do município, bem como comunicados aos órgãos de comunicação social e às autarquias vizinhas.

O plano inclui ainda a realização de um exercício no prazo de dois anos após a sua aprovação.

“A realização de exercícios está prevista no programa de medidas a implementar para a garantia da manutenção da operacionalidade do PMEPC-SMG”, frisou a autarquia.

O período de consulta pública decorreu entre 28 de agosto e 8 de outubro, sem contributos da população.

“Não recebemos contributos (…) mas o plano assegura uma resposta integrada, eficaz e proporcional às necessidades”, escreveu a autarquia, afirmado ainda que o município dispõe de recursos humanos e materiais para garantir a ativação e implementação inicial do Plano Municipal de Emergência.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Leia também...

Bispo de Leiria-Fátima alertou eurodeputados para a necessidade de educar o Mundo para a paz

O bispo de Leiria-Fátima apelou a 70 eurodeputados do Partido Popular Europeu (PPE) para a necessidade de “educar o Mundo a amar a paz,…

Ciclista morre atropelado em Coruche e responsável foge do local

Um ciclista morreu na noite de quarta-feira, dia 10, vítima de atropelamento na Freguesia de Coruche, Fajarda e Erra, adiantou à agência Lusa fonte…

Material furtado da Loja Cavalinho recuperado pela PSP

No âmbito de um inquérito pelo crime de furto no interior da “Loja Cavalinho”, em Santarém, ocorrido no passado dia 25 de Novembro, o…

Projectos “Wild West 4” e “Descobrimentos – O Avant-Garde” vencem Coruche Fashion Cork 2024

O evento Coruche Fashion Cork, realizado este ano na noite de 25 de Maio, anunciou os vencedores do Concurso de Ideias e Criatividade 2024,…