A cidade de Santarém volta a ser o epicentro dos sabores portugueses com a inauguração da 43.ª edição do Festival Nacional de Gastronomia, um evento que celebra a tradição culinária do país e que, mais uma vez, reúne os melhores chefs e produtores de várias regiões. O certame, que decorre na emblemática Casa do Campino até 27 de Outubro, arrancou ontem com a presença de várias figuras de relevo, como o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o secretário de Estado da Agricultura, João Moura, e o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos.

João Leite destaca Santarém como capital gastronómica

Na sua intervenção, João Leite, presidente da Câmara Municipal de Santarém, sublinhou a importância do festival como uma marca cultural que enaltece o território ribatejano e o coloca no centro da gastronomia nacional. O autarca referiu que a cidade se orgulha de ser a “capital nacional da gastronomia”, um título que, segundo o autarca, é reafirmado ano após ano com a realização deste evento e deixou claro o compromisso do executivo municipal em continuar a promover o festival e a gastronomia local como motores de desenvolvimento económico e cultural.

Turismo como pilar do desenvolvimento

José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, centrou o seu discurso na relação indissociável entre turismo e gastronomia, salientando que “o turismo é uma das atividades que mais contribui para a economia e para a divulgação do nosso património cultural”. O dirigente destacou ainda o impacto que eventos como este festival têm na promoção do território e na sua valorização económica, reforçando que a gastronomia é um dos principais atractivos para os visitantes, tanto nacionais como internacionais.

Agricultura e a excelência dos produtos nacionais

João Moura, secretário de Estado da Agricultura, aproveitou a ocasião para enaltecer o papel da agricultura no sucesso da gastronomia portuguesa. “Temos os melhores produtos, desde o peixe à carne, passando pelos enchidos e pelos legumes, e é com orgulho que vemos esses produtos serem trabalhados pelos grandes chefs que participam neste festival”, afirmou o governante. Moura também destacou a importância de valorizar a atividade agrícola, que considera um dos pilares da identidade nacional, defendendo que o Ministério da Agricultura continuará a apoiar os produtores e a incentivar a excelência do sector agro-pecuário.

Uma casa aberta à democracia

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, encerrou a série de intervenções com uma mensagem de abertura e proximidade. No seu discurso, Aguiar-Branco reforçou a importância da Assembleia como “a casa de todos os portugueses”, sublinhando a necessidade de manter um diálogo contínuo entre eleitos e eleitores. “A Assembleia deve estar de portas abertas, não só para os cidadãos, mas também para os produtores e para as suas preocupações”, afirmou, convidando todos a visitarem a Assembleia da República. Aguiar-Branco elogiou ainda o festival como um espaço de encontro e partilha, enaltecendo o trabalho dos chefs e produtores portugueses que, através da gastronomia, projectam a imagem de Portugal no mundo.

Medalhas e Prémios

A cerimónia de inauguração contou ainda com dois momentos de grande simbolismo. A jornalista Alexandra Prado Coelho foi distinguida com o Prémio Nacional da Gastronomia Armando Fernandes, uma homenagem ao seu contributo na divulgação da cultura gastronómica portuguesa. O chef Rodrigo Castelo, figura incontornável do panorama culinário nacional, recebeu a Medalha de Ouro da Cidade de Santarém, um reconhecimento pelo seu percurso e pelo papel que desempenha na promoção da gastronomia ribatejana.

Com um programa variado, que inclui showcookings, degustações e conferências, o festival promete, uma vez mais, conquistar os paladares de quem por lá passar, reforçando o estatuto de Santarém como capital da gastronomia portuguesa.

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