O Agrupamento de Escolas de Sardoal iniciou hoje o ano letivo com 515 alunos, mais seis do que há um ano, mantendo uma tendência de crescimento que está a criar necessidades de espaço, sobretudo no 1.º ciclo.
“É um crescimento ligeiro”, disse hoje à Lusa a vereadora da Educação na Câmara de Sardoal, assinalando que a população escolar passou de 468 alunos em 2021 para 509 no início de 2025/2026 e 515 este ano.
Do total, 120 alunos residem fora do concelho, número que Joana Ramos associa à capacidade de atração da escola, num município com cerca de 3.600 habitantes.
Dos 515 alunos, 82 frequentam o pré-escolar, 144 o 1.º ciclo, 78 o 2.º, 110 o 3.º ciclo, 66 o ensino secundário regular e 35 cursos profissionais.
Há ainda 27 alunos estrangeiros, provenientes de sete nacionalidades.
A maior pressão sobre a capacidade instalada verifica-se no 1.º ciclo, que mantém oito turmas, quando a escola foi inicialmente projetada para seis.
O presidente da Câmara, Pedro Rosa (PSD), disse à Lusa que o parque escolar está em pleno funcionamento, mas admitiu a necessidade de aumentar a capacidade destinada ao 1.º ciclo caso se mantenha a atual procura.
A autarquia pretende recuperar a antiga escola do 1.º ciclo, contígua ao atual complexo escolar, para criar um polo mais direcionado para o ensino profissional e libertar salas no edifício principal, mas ainda não tem financiamento assegurado para a intervenção.
Segundo Joana Ramos, o investimento poderá vir a ser enquadrado no quadro comunitário ou em ajustamentos aos Investimentos Territoriais Integrados (ITI), com solução apontada para 2027/2028.
No ano passado, a falta de salas levou à utilização de dois módulos provisórios, mas uma reorganização dos espaços permitiu este ano instalar as oito turmas do 1.º ciclo no edifício, ficando um módulo para atividades de novas tecnologias.
No arranque do ano letivo estão colocados todos os docentes e assegurados transportes e refeições, faltando duas assistentes operacionais, uma para uma sala do Jardim de Infância de Sardoal e outra para reforço das Componentes de Apoio à Família (CAF).
Mantêm-se todos os estabelecimentos, turmas e ofertas educativas do ano anterior, incluindo o ensino secundário regular e profissional.
A câmara municipal continua também a suportar as refeições de 406 crianças e alunos do pré-escolar ao 3.º ciclo, medida que representa, juntamente com as refeições da Creche Municipal, um encargo estimado em 174.600 euros.
O acesso à Escola Virtual, que representa um investimento de 5.865 euros até ao 3.º ciclo, será este ano alargado ao ensino secundário, estando igualmente prevista a implementação de uma plataforma baseada em inteligência artificial para apoio aos alunos deste nível de ensino.
Joana Ramos destacou os resultados dos alunos do secundário, tanto na avaliação interna como externa, considerando necessário proporcionar-lhes “as ferramentas que os ajudem a navegar o mundo atual”.
A vereadora apontou como prioridades “a qualidade das aprendizagens, a inclusão e o desenvolvimento integral dos alunos”, considerando que o principal desafio passa por “continuar a crescer com qualidade”.
Quanto ao parque escolar, o concurso para requalificar o Jardim de Infância da Presa ficou deserto e a autarquia procura uma solução alternativa, enquanto a construção de um campo polidesportivo de apoio ao 1.º ciclo deixou de estar prevista a curto prazo por existirem outros equipamentos que podem servir de alternativa.
Durante este ano letivo deverá ainda ser transferida a Creche Municipal, atualmente instalada em contentores, para o novo edifício, libertando espaço no Jardim de Infância.
