O ano letivo arrancou na segunda-feira em Tomar com mais de 300 alunos em instalações provisórias devido a obras, 280 dos quais na Escola Básica Gualdim Pais, cuja requalificação de cerca de seis milhões de euros está 45% executada.
A vereadora da Educação na Câmara de Tomar, Célia Bonet (PSD), disse hoje à Lusa que estão criadas as condições necessárias para o arranque das atividades letivas, apesar de ainda existirem alguns professores por colocar.
“Todas as turmas irão iniciar as suas atividades letivas no primeiro dia de aulas”, afirmou a autarca, acrescentando que transportes escolares, refeições e restantes serviços estão assegurados em Tomar.
Na Gualdim Pais, 280 alunos iniciaram mais um ano letivo nas mesmas instalações provisórias utilizadas no ano anterior, com recurso a monoblocos equipados.
Enquanto decorrer a empreitada, as aulas de Educação Física continuam a realizar-se fora do recinto escolar, recorrendo a ginásios de associações desportivas próximas e a instalações municipais.
A requalificação da escola, um investimento global de cerca de seis milhões de euros (ME), apresenta uma execução na ordem dos 45%, pretendendo o município que os alunos possam regressar às instalações definitivas no ano letivo 2027/28, idealmente no seu início.
A câmara municipal está, contudo, a trabalhar numa solução que assegure a continuidade da empreitada para além do período de financiamento associado ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), admitindo como uma das possibilidades o recurso a futuros fundos europeus.
“Mais do que antecipar uma data definitiva, importa garantir que a obra não é interrompida por falta de financiamento e que se encontra assegurada uma solução para a sua conclusão”, afirmou Célia Bonet.
Também os 29 alunos da EB1 da Junceira começaram o ano fora da respetiva escola, depois de a depressão Kristin ter agravado problemas já existentes na cobertura do edifício, tornando necessária uma intervenção profunda.
Os alunos foram transferidos para instalações do Lar de São Mateus, onde já funcionavam o pré-escolar e as refeições escolares, devendo permanecer naquele espaço enquanto decorrer a intervenção.
A expectativa do município é que possam regressar à EB1 da Junceira durante o próximo ano letivo, depois da remodelação do edifício.
Quanto à população escolar do concelho, a Câmara indica que o número de alunos se mantém relativamente estável face ao ano anterior, assinalando, contudo, um aumento da procura nos últimos anos associado à imigração, particularmente na cidade.
Para 2026/27, o município prevê ainda investir cerca de 1,8 ME, de forma faseada, no parque escolar, nomeadamente em coberturas, portas e janelas, eficiência energética e revestimentos interiores e exteriores.
Outra das novidades é um novo modelo de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), adjudicado à Associação Tempos Brilhantes por cerca de 280 mil euros mais IVA por ano, que será desenvolvido depois das 15:00.
O modelo organiza as atividades em cinco áreas – física e motora, artística e cultural, tecnologia e inovação, cidadania e atividades ao ar livre – e acrescenta uma oferta facultativa de 30 minutos para os alunos do 1.º ciclo, denominada “Academia do Brincar”.
Entra também em funcionamento a plataforma SIGA para a gestão das refeições escolares, abrangendo cerca de 2.500 alunos do 5.º ao 12.º ano e cerca de 250 crianças de quatro estabelecimentos do 1.º ciclo e pré-escolar.
A plataforma permite marcar e desmarcar refeições, consultar ementas e o saldo do cartão escolar pré-pago, efetuar carregamentos e aceder a faturas, recibos, histórico de refeições e notificações.
