A a Sé Catedral de Santarém garantiu a passagem às finais das 7 Maravilhas da Cultura Popular. Nas suas redes sociais o Município reiterou o orgulho na passagem à final.
A actual Sé Catedral começou por ser a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Colégio dos Jesuítas.
A construção iniciou-se na década de 1620, segundo projecto do arquitecto Mateus do Couto. O edifício foi sendo desenvolvido durante as décadas seguintes e o projecto inicial ainda previa duas torres na fachada.
Em 1673, a Companhia de Jesus decidiu alterar essa solução. As torres desapareceram do desenho e a fachada passou a ser rematada pela composição que ainda hoje se impõe sobre a praça fronteira.
Ao longo do século XVIII sucederam-se campanhas de enriquecimento artístico do interior, envolvendo pintura, escultura, talha e outras artes decorativas.
O retábulo-mor foi realizado a partir de projecto de Carlos Garvo e o grande tecto pintado em perspectiva resultou de uma campanha atribuída a pintores escalabitanos e artistas com formação em Lisboa.
A história do edifício acompanhou depois algumas das grandes transformações políticas e religiosas do País.
Com a expulsão dos Jesuítas, em 1759, o antigo Colégio recebeu diferentes utilizações. Mais tarde instalou-se ali o Seminário Patriarcal de Santarém, origem da designação “Igreja do Seminário” pela qual muitas gerações de escalabitanos conheceram o templo.
Só em 1975, com a criação da Diocese de Santarém, a antiga igreja jesuíta foi elevada a Sé Catedral.
Ou seja, o edifício que agora concorre na categoria Religião tem mais de três séculos de história, mas apenas há pouco mais de meio século exerce a função que lhe dá a actual designação.
