Foto de Arquivo
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A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) lamentou hoje a falta de candidatos para a Polícia de Segurança Pública, considerando assustador e comprometedor para o futuro da Polícia o resultado do concurso para a admissão de novos agentes.

Dados a que Lusa teve acesso indicam que concorreram ao concurso para constituição de reserva de recrutamento para a admissão ao Curso de Formação de Agentes (CFA), destinado ao ingresso na carreira de agentes da PSP, que começou em março e terminou recentemente, 3.042 candidatos, dos quais 2.032 ficaram aptos e 1.010 não aptos.

Os cerca de 2.000 candidatos que ficaram aptos vão ter agora de passar por provas físicas, avaliações psicológicas e testes psicotécnicos.

“Os números de aptos à bolsa de recrutamento agora conhecidos são algo que compromete tudo na PSP. Tendo em conta as percentagens habituais depois das provas, se não existir um milagre, ficarão aptos talvez 300”, lamentou à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.

Para o presidente do maior sindicado da PSP, este número demonstra “o agravar do futuro da instituição”, sendo este quadro assustador “porque compromete ainda mais o direito à pré-aposentação e a saúde operacional dos polícias”.

Paulo Santos sublinhou que a falta de atratividade na PSP tem levado à falta de candidatos e recordou o curso de formação de agentes que está atualmente a decorrer na Escola Prática da Polícia (EPP), em Torres Novas, Santarém, que tem 588 candidatos.

No concurso aberto no ano passado candidataram-se perto de 4.000 pessoas e, após a validação das candidaturas e a prestação de provas, entraram 648 para o curso de formação de agentes, que começou agentes em dezembro.

Este curso de novos polícias que está a decorrer foi aberto para serem admitidos 1.020 agentes, o que significa que ficaram por preencher 40% das vagas.

Para a actual reserva de recrutamento ainda não foi aberto o concurso, nem anunciados os candidatos.

“O ministro da Administração Interna tem de perceber que as opções de caridade em que tem insistido não vão resolver nada. É importante responder ao pedido da ASPP”, nomeadamente alterar a tabela remuneratória, melhorar as condições de mobilidade e de trabalho e programar um plano de entradas e saídas, frisou, destacando que há “uma necessidade em responder aos problemas”.

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