Reportagem do primeiro dia da segunda fase de desconfinamento e onde foram levantadas algumas restrições em consequência do decreto do estado de emergência devido à pandemia da Covid-19 (coronavírus). A partir do dia 2 de maio, Portugal entrou em estado de calamidade e o país começou gradualmente a “reabrir”. Reportagem na escola secundária Santa Maria, em Sintra, local que voltou a reabrir para a entrada de alunos. Visita do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Lisboa, 18 de maio de 2020. JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A suspensão da administração da vacina da AstraZeneca ditou o adiamento da vacinação de professores e auxiliares do pré-escolar e 1.º ciclo prevista para este fim de semana, afirmou hoje o coordenador da ‘task force’ do plano de vacinação.

“A principal consequência desta pausa na vacinação é a alteração que teríamos para a vacinação dos docentes e não docentes do pré-escolar e 1.º ciclo. Com esta decisão, os planos que já estavam em execução foram postos em pausa também. Estes planos estão prontos e são adiados para o ponto em que estas dúvidas deixem de existir”, disse o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

Em causa estava a vacinação de cerca de 80 mil pessoas, sendo que o processo de vacinação dos docentes e auxiliares de todos os ciclos de ensino iria prolongar-se até ao final de Abril.

Em declarações prestadas na conferência de imprensa conjunta com a Autoridade do Medicamento e a Direção-Geral da Saúde (DGS), em Lisboa, o coordenador da ‘task force’ reiterou, porém, que “o plano de vacinação prossegue e que se prevê que a primeira fase esteja terminada no final de Abril”.

As autoridades de saúde portuguesas decidiram hoje suspender o uso da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 por “precaução”. A decisão foi anunciada após vários países europeus também já terem suspendido a administração desta vacina devido a relatos de aparecimento de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas.

Espanha, Itália, Alemanha, França, Noruega, Áustria, Estónia, Lituânia, Letónia, Luxemburgo e Dinamarca, além de outros países, incluindo fora da Europa, já interromperam por “precaução” o uso da vacina da AstraZeneca.

Por seu lado, a empresa já disse que não há motivo para preocupação com a sua vacina e que houve menos casos de trombose relatados nas pessoas que receberam a injecção do que na população em geral.

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