Foto: Município de Abrantes

Três semanas após a depressão Kristin e as cheias do Tejo, os caudais do rio continuam a descer lentamente e os municípios iniciaram trabalhos de limpeza, recuperação de estradas e levantamento de prejuízos, disse fonte da Proteção Civil.

“Os efeitos das tempestades ainda não passaram completamente, os caudais do Tejo estão a voltar ao seu registo normal, embora ainda elevados, e as linhas de água mantêm níveis significativos, sendo este o momento de iniciar limpezas, recuperação e quantificação dos prejuízos provocados pelas inundações”, disse hoje à Lusa o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamatos.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo foi desagravado de vermelho para amarelo na segunda-feira, mas mantém-se ativo, já que os caudais continuam acima do nível considerado normal.

Os últimos dados indicam que, às 12:00 de hoje, o caudal do rio Tejo em Almourol era de 1.454,3 m³/s, valores que representam uma descida face aos 1.835 m³/s registados na quarta-feira e ao pico de cheia de 9.057 m³/s registado no mesmo local a 06 de fevereiro.

Valamatos acrescentou que, no Médio Tejo, a situação ainda não voltou totalmente à normalidade e que serão necessários alguns dias para quantificar danos e iniciar processos de recuperação e reconstrução.

O também presidente da Câmara de Abrantes acredita que o tempo dará tréguas à chuva e permitirá avançar com os trabalhos.

Os municípios da região do Médio Tejo estão a “ultimar o levantamento dos prejuízos provocados pelas cheias e a trabalhar no terreno na recuperação das habitações, estradas e espaços públicos” afetados, declarou.

Relativamente à tempestade Kristin, o levantamento está a ser concluído por todos os municípios e algumas famílias já estão a receber apoio na recuperação das suas habitações.

“Queremos crer que em breve as empresas e, sobretudo, também os municípios, possamos ter acesso a fundos e apoios concretos para a recuperação do espaço público e para a recuperação das empresas no âmbito das cheias”, disse Valamatos.

No distrito de Santarém permanecem mais de uma centena de vias afetadas por submersões, abatimentos, movimentos de massa ou quedas de taludes, e as populações foram alertadas a circular com precaução e utilizar vias alternativas.

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