TEJOAlive leva 250 pessoas a percorrerem trilhos junto ao Rio à descoberta da fauna e da flora autóctones

A terceira edição do TEJOAlive, realizou-se este sábado, dia 19, com concentração às 8 horas no Jardim da República em Santarém, local de onde partiram quatro autocarros, com os três grupos de cerca de 250 participantes, rumo à Quinta da Boavista em Vale de Figueira. Cerca das 9h00, deu-se inicio à Caminhada Ambiental, com um percurso de cerca de 14 quilómetros, que terminou pelas 14 horas em Porto Pereiras, em Reguengo do Alviela (São Vicente do Paúl).

Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Santarém (CMS), Inês Barroso e Jorge Rodrigues, Vereadores da CMS, Ricardo Costa, Presidente da União de Freguesias de São Vicente do Paúl e Vale de Figueira, Pedro Rui Branco, Presidente da Junta de Freguesia de Alcanhões, e Maria João Cardoso, Chefe da Equipa Multidisciplinar de Acção para a Sustentabilidade (EMAS) da Autarquia, fizeram questão de participar neste desafio, numa manhã e tarde solarengas que aumentou a dificuldade do percurso que tem como missão chamar à atenção para a protecção do Tejo e de toda a biodiversidade envolvente.

Este percurso foi dividido em quatro pontos de observação. No primeiro, João Gago, da Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS), falou de espécies nativas do rio Tejo: Enguia (Anguilla), Tainha (Mugil cephalus), Sável (Alosa), Saboga (Alosa fallax) e Barbo (Barbus bocagei), assim como de algumas espécies invasoras que colocam em causa a subsistência de espécies autóctones.

Na segunda paragem, César Garcia, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUNHAC), falou das espécies sensíveis à poluição aquática e atmosférica, dos estatutos de conservação de plantas, das listas vermelhas, de espécies caraterísticas do local, assim como das alterações climáticas e da capacidade de resistência aos incêndios que as árvores como o sobreiro tem, graças ao seu revestimento de cortiça.

No terceiro ponto de observação, foi a vez de Fernando Pereira, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), falar das aves que atribuem um valor ímpar à Lezíria, avistando-se com frequência: Águia-Pesqueira (Pandion haliaetus), Águia-de-asa-redonda (Buteo búteo), Milhafre (Milvus migrans), Cotovia (Alaudidae), Garça-Real (Ardea cinérea), Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), Bufo-Real (Bubo), Coruja das Torres (Tito alba), Abelharuco (Merops apiaster), Guarda-rios (Alcedo atthis).

Por último, Rui Félix, do Centro de Conservação das Borboletas de Portugal (Tagis), falou de insectos e da sua importância da polinização das plantas, bem como do papel dos cidadãos no conhecimento de espécies como libélulas, libelinhas, borboletas, abelhas e escaravelhos, que fazem parte da fauna que está na base da cadeia inerente à sobrevivência do ser humano, e que asseguram a existência da flora. O investigador deixou o apelo aos participantes para a tomada de consciência para o problema ambiental “Citizens for Science and Science for Citizens”. O cidadão pode ser um parceiro dos investigadores através das suas imagens de insectos, que recolham, uma ajuda para descobrir e catalogar novas espécies de insectos, nas suas localidades de origem, através do site www.biodiversity4all.org.

O TEJOAlive III terminou com um almoço servido na Casa Convívio de São Vicente do Paúl, em Tojosa, onde o Município entregou aos oradores lembranças, como forma de agradecimento por se terem associado ao Evento.

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