O jovem novilheiro vila-franquense Tomás Bastos está a viver o melhor momento da sua ainda curta carreira, pisando os principais palcos do universo taurino, nomeadamente Sevilha e Madrid.
Em Sevilha rubricou uma faena brilhante e recheada de arte e temple ao segundo novilho da tarde, um extraordinário exemplar de Talavante, com forte petição de orelha não concedida pelo presidente, mas o público exigiu que desse a volta à arena. E no segundo, quinto da tarde, cortou uma orelha. Foi assim a passagem de Tomás Bastos pela Real Maestranza de Sevilha – onde se reafirmou como um toureiro com futuro.
O mexicano Emiliano Osornio foi silenciado num novilho e escutou palmas no outro, e o espanhol Júlio Norte, um dos melhores novilheiros do momento, cortou uma orelha a cada um dos novilhos que lidou, saindo no final em ombros.
Em “Las Ventas”, Madrid, Tomás Bastos enfrentou um lote muito complicado, não tendo possibilidades de triunfar, mas mesmo assim mereceu o afecto do público e o apreço da crítica. Ao seu primeiro novilho, destaca a crítica, faltou classe e transmissão, mas Tomás empenhou-se, “demonstrou o seu ofício e a sua supremacia”. As duas actuações do jovem toureiro vila-franquense foram altamente elogiadas pela crítica espanhola. Sobre a última, com um novilho manso e perigoso de António Palla, como os demais, Tomás Bastos “deixou outra faena de novilheiro cuajado e com ofício, o seu momento já pede a alternativa”. Mas matou à terceira e foi silenciado, depois de no primeiro novilho ter escutado ovação. Demonstrou valor e atitude ao ir receber o sexto novilho de joelhos em terra à porta da gaiola.
No site da empresa de Madrid, las-ventas.com, lê-se que Tomás Bastos “deixou uma tarde de maturidade, assento e muito ofício. Conseguiu bons momentos com o terceiro, um novilho muito sério que não lhe proporcionou nada. Escutou ovação. Ante o sexto, um novilho que veio a menos, voltou a mostrar que é um novilheiro preparado, rodado”.
Apesar do empenho e da raça que todos demonstraram, a tarde não foi de triunfo para nenhum dos novilheiros. “El Mella” foi ovacionado no primeiro e silenciado no segundo, tendo escutado um aviso em cada um; e Cid de María foi silenciado no seu primeiro e ovacionado no outro. Os novilhos de António Palla, com trapío de toiros com quatro anos, tiveram jogo desluzido e sem raça. Apenas o quarto investiu com alguma classe e entrega.
Tanto em Sevilha como em Madrid o bandarilheiro Joaquim Oliveira, que integra a quadrilha de Tomás Bastos, esteve em grande plano com as bandarilhas, tendo sido saudado pelo público com a montera na mão em ambas as tardes. Olé!
