O ano letivo arrancou em Torres Novas com a população escolar praticamente estável e uma forte procura de alunos de outros concelhos, que representam 644 dos 4.475 matriculados na rede pública.
“Comparativamente com o ano letivo 2025/2026, regista-se uma ligeira diminuição do número global de alunos, sem alteração significativa da dimensão da população escolar concelhia”, disse hoje à Lusa o presidente da câmara, José Trincão Marques (PS).
O autarca do concelho destacou que 644 alunos residem fora de Torres Novas, número que considera revelador da capacidade de atração da oferta educativa local.
A Câmara Municipal de Torres Novas considera que a evolução da população escolar deve ser analisada num horizonte temporal mais alargado, tendo em conta fatores demográficos e sociais, bem como as diferentes dinâmicas de procura dos estabelecimentos de ensino.
A maior expressão dessa procura verifica-se entre alunos residentes no Entroncamento, com 353 a frequentarem o Agrupamento de Escolas Artur Gonçalves e 79 o Agrupamento de Escolas Gil Paes.
O Agrupamento de Escolas Gil Paes conta este ano com 2.050 alunos e o Artur Gonçalves com 2.425.
No total, estão matriculadas 391 crianças no pré-escolar, 1.259 alunos no 1.º ciclo, 742 no 2.º, 1.071 no 3.º ciclo e 1.002 no ensino secundário, incluindo a oferta profissional.
A presença de alunos estrangeiros assume igualmente um peso relevante, com cerca de 700 matriculados, destacando-se 280 de nacionalidade brasileira e 274 angolana.
A estes juntam-se 135 alunos de nacionalidade portuguesa nascidos noutros países, entre os quais 49 em Angola, 23 no Brasil, 13 em França e 11 no Reino Unido.
No arranque do ano letivo estão assegurados os transportes e refeições escolares, enquanto decorrem procedimentos para reforçar o número de assistentes operacionais de acordo com os rácios definidos pelo Ministério da Educação e as necessidades identificadas pelos agrupamentos.
A Câmara disse não dispor de informação “consolidada” sobre eventuais professores em falta, tendo indicado que a respetiva colocação é da responsabilidade dos agrupamentos.
Na rede escolar, a principal alteração é a redução de uma turma de educação pré-escolar no Centro Escolar de Riachos.
Mantém-se também a solução provisória adotada no ano anterior para as turmas do pré-escolar do Centro Escolar de Santa Maria, devido à obra de ampliação e requalificação em curso.
A segunda fase da intervenção, consignada em março por cerca de 4,3 milhões de euros, prevê a remodelação e ampliação do jardim-de-infância, incluindo mais uma sala de pré-escolar, além da construção de um novo pavilhão desportivo e da requalificação dos espaços exteriores.
Segundo José Trincão Marques, as instalações provisórias existentes permitem manter as componentes educativas e as Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF), procurando minimizar o impacto da empreitada nas crianças e famílias.
O município prevê também reforçar o número de salas no âmbito da intervenção projetada para a Escola Secundária Artur Gonçalves, procurando adequar as instalações às necessidades atuais e futuras da comunidade educativa.
