Quando poderíamos ser levados a pensar que as nossas vidas voltavam à normalidade, passado que estava o Cabo das Tormentas que assolou o Mundo durante quase dois anos por causa de uma Pandemia, eis que somos novamente envoltos num turbilhão provocado por uma Guerra.

Achávamos nós, na nossa ingenuidade mundana, que iriamos agora viver de forma tranquila.

A “guerra” contra o Covid-19 começava a ser ganha nos diversos Continentes, com a Europa na dianteira.

Os sinais positivos começavam a surgir. Sentiam-se. Previam-se.

Mas, poucos dias depois, a invasão da Ucrânia pela Rússia coloca tudo em risco.
Desde logo e principalmente, a vida humana.

As imagens de destruição, de morte e de desespero com que hoje somos confrontados com um conflito desta natureza, ainda circunscrito num único país, atropela-nos as emoções.

Quase 80 anos depois, a Europa entra novamente em guerra. Famílias que são separadas, mães que fogem com os seus filhos pelo colo ou pela mão, procurando salvar as suas vidas, deixando para trás os homens que ficam para defender os seus lares, as suas cidades, o seu país.

O Mundo não se pode atrever a fazer de conta que tudo isto acontece longe das fronteiras dos seus países.

Esta Guerra é aqui ao nosso lado, num Mundo que, para o bem e para o mal, a globalização impõe um preço a pagar. Mesmo pela paz. Sobretudo pela paz.
Os efeitos nas vidas dos Ucranianos são devastadores.

E para além do valor da vida humana, impagável e não quantificável, esta guerra vai trazer um enorme custo social, económico e financeiro.

Combustíveis, produtos agrícolas e bens alimentares, são a primeira face visível do custo que, no nosso país, esta invasão vai impor.

Virão outros para afetar as economias dos diversos países. E não apenas nos Europeus.
No entanto, espero que possamos rapidamente assistir ao triunfo do humanismo e da solidariedade.

A solidariedade já aí está, como os portugueses sempre foram capazes de demonstrar ao longo da História. Outros países farão o mesmo. De forma firme e urgente.
Valorizando e procurando o caminho da Paz perante a Guerra.

E desejando que, no mais curto espaço de tempo, o Mundo deixe de estar em ebulição.

Inato ou Adquirido – Ricardo Segurado

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