Ana Henriques assume-se como uma verdadeira empreendedora. Criou uma empresa de raiz, a Glu Glu Free, para dar resposta à procura por uma alimentação mais saudável. Atenta à evolução do mercado, Ana decidiu, em plena pandemia, vender a empresa e lançar-se noutros projectos. “Construí esta empresa, esta estrutura, e achei que estava na altura de poder ajudar outras empresas. O nosso objectivo em 2021 é ajudar outras empresas a criar estrutura para comunicar com a pandemia”, assume.

Criou de raiz uma empresa. Como foi esse processo?

Os problemas gástricos provenientes da alimentação, tida por muitas pessoas como normal, eram alguns e urgia encontrar uma solução que me permitisse ter qualidade de vida, uma solução que dificilmente se poderia encontrar já preparada, na prateleira do hipermercado. Foi assim que dei início à confecção dos meus próprios snacks, feitos com ingredientes naturais direccionados para um estilo de alimentação “Paleo” e funcional. Comecei por uma pequena pesquisa, o que me levou ao encontro de vários estudos científicos e de vários casos de sucesso. O que começou com um pequeno teste pessoal, rapidamente se tornou numa necessidade de partilhar com o mundo, mostrando que sim, que é possível ter saúde e sabor no mesmo prato.

Como foi o processo de montar a empresa?

No primeiro ano éramos só duas pessoas, eu e uma amiga. Demorámos mais ou menos um ano a ter algum impacto no mercado.

Como foi a alavancagem da empresa, a que apoios recorreu?

Tivemos inicialmente o apoio do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior, que nos ajudou a ter estrutura, a criar um plano de negócios. Tivemos também o apoio do NERSANT que nos ajudou a montar uma produção e conseguir chegar mais longe.

Que importância teve a APRODER neste processo?

Foi um apoio muito importante. Primeiro, porque tivemos, e temos, a oportunidade de contactar com profissionais da área e perceber como trabalham. Temos acesso a muitas ferramentas às quais um empresário que esteja sozinho não consegue ter. A APRODER conta com um leque de técnicos especializados em várias áreas e torna-se tudo mais fácil. Obriga-nos, também, a sair da nossa zona de conforto, a ir à procura de outros clientes ou de estruturas maiores. Poderíamos acomodar-nos e criar o nosso negócio apenas em Rio Maior e sermos felizes, mas a APRODER ajudou-nos a ter uma visão mais alargada e a chegar a mais mercados.

Quais as principais características que identifica em si como empreendedora?

Sobretudo, acho que é preciso ter uma visão para além do normal e ter um pouco de resiliência. Saber que vamos deparar-nos com vários problemas e desafios e que temos a opção de desistir ou de tentar ir por outro caminho e decidir pela opção mais difícil. É importante não desistir. Manter o espírito de inovação. Ter sempre a visão de que o mundo está a mudar: estamos a atravessar uma altura que nos obriga a adaptações e a mudar a forma como fazemos o nosso negócio.

A Ana acabou por, em plena pandemia, vender a Glu Glu Free. Este novo paradigma libertou-a para outros projectos?

Percebi que tenho um espírito empreendedor desde sempre. Construí esta empresa, esta estrutura, do nada e achei que era chegada a altura de poder ajudar outras empresas, que não têm tanto conhecimento informático ou tanta estrutura para comunicar de outra forma. O nosso objectivo em 2021 é ajudar outras empresas a criar estrutura para comunicar com a pandemia. Tem sido um desafio fantástico: percebemos que há muitas empresas com dificuldade na comunicação. A geração mais nova tem essa facilidade e ferramentas para os ajudar a chegar lá, mas a geração anterior precisa de ajuda nessa componente.

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