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A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo esclareceu hoje que a nova Rede de Referenciação em Ginecologia e Obstetrícia vai manter a urgência aberta e que vai continuar a prestar cuidados às grávidas e utentes da região.

“Nada muda no sistema que já está implementado”, afirmou hoje à Lusa a administração da ULS Médio Tejo.

Este esclarecimento surge numa altura em que o Governo está a encerrar serviços de urgência de Obstetrícia e Ginecologia em alguns hospitais, no âmbito da entrada em funcionamento de novas urgências regionais.

A urgência destas especialidades do Hospital do Barreiro, por exemplo, vai passar para a nova urgência regional do Hospital Garcia de Orta, em Almada, e a de Vila Franca de Xira para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

Apesar de manter a urgência aberta, a ULS do Médio Tejo ressalvou que, no quadro da organização assistencial por níveis de diferenciação, as situações mais complexas vão continuar a ser encaminhadas para unidades de maior diferenciação, como hospitais de Nível III, quando necessário.

Esta rede de referenciação abrange diversas áreas clínicas especializadas, incluindo diagnóstico pré-natal, apoio à fertilidade, ginecologia oncológica e cuidados à grávida com doença oncológica.

As utentes podem ainda ser acompanhadas através de consultadoria e telemedicina em hospitais de nível superior, sendo encaminhadas presencialmente apenas quando os casos o exigem.

De acordo com a ULS Médio Tejo, com sede em Torres Novas, mantém-se uma cooperação em rede com a ULS Oeste e a ULS Lezíria, bem como articulação com a ULS Leiria, para assegurar que exista sempre uma maternidade e serviço de urgência capazes de responder em períodos de maior pressão assistencial.

Casos particularmente complexos, como grande prematuridade, cancros ginecológicos ou gravidezes múltiplas podem ser referenciados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Na ULS Médio Tejo, a urgência de Obstetrícia e Ginecologia está centrada em Abrantes, unidade hospitalar que acolhe também a maternidade e o Serviço de Neonatologia da região.

À Lusa, a ULS Médio Tejo reforçou que o documento sobre a nova rede é estruturante, definindo “arquiteturas assistenciais e circuitos de referenciação que reforçam a previsibilidade, a articulação entre instituições e a adequação dos cuidados às necessidades de cada mulher” na região.

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