A Comissão de Utentes do Médio Tejo pediu que a questão das portagens nas autoestradas A23 e A13 seja tema de debate na campanha dos candidatos a deputados pelo distrito de Santarém às legislativas de 6 de Outubro.

Numa “carta aberta aos candidatos a deputados pelo distrito de Santarém”, a Comissão de Utentes do Médio Tejo considera “importante o debate, em período eleitoral, de um problema que afecta” quem utiliza estas “vias estruturais na região”, a que junta a necessidade de finalização do Itinerário Complementar (IC) 3, entre Almeirim e o Entroncamento.

A comissão lembra que a A23 foi construída sobre o Itinerário Principal (IP) 6 e a A13 sobre o IC3, beneficiando de fundos comunitários – no caso do antigo IP6, os primeiros 42 quilómetros da actual A23, construídos pela antiga Junta Autónoma de Estradas com fundos da então CEE, e, mais recentemente, no IC3, o troço entre Atalaia/Vila Nova da Barquinha até aos limites do concelho de Tomar.

Com a classificação como autoestradas, estas vias passaram a ser portajadas, com cada quilómetro a custar ao utente “o dobro do que custa um quilómetro na A1”, realça a comissão, defendendo que, pelo menos nos troços construídos com fundos comunitários, “os pórticos estão ali indevidamente colocados e causam prejuízos aos seus utilizadores, até porque não existem alternativas”.

Os utentes salientam que a antiga Estrada Nacional 3 no sentido de Torres Novas para Abrantes “foi, na sua maior parte, desclassificada”, passando a vias urbanas e locais.

Contudo, estas estão “superlotadas, especialmente por viaturas pesadas” que fogem dos “elevados custos” da A23, contribuindo para a degradação da circulação, uma situação que se repete na Estrada Nacional 110 em direcção a Tomar.

A comissão convida os candidatos pelo distrito a fazerem o trajecto do nó da A1 até Abrantes Norte pela EN3 e pelas alternativas à A13, para poderem verificar a situação descrita na carta aberta.

O apelo aos candidatos dos vários partidos estende-se ainda à situação provocada pela ausência de ligação do IC3 entre Almeirim e o Entroncamento, obrigando à circulação pela Estrada Nacional 118 de muitos veículos pesados, incluindo dos que transportam matérias perigosas para os centros de gestão de resíduos localizados no concelho da Chamusca, atravessando as localidades de Almeirim, Alpiarça, Vale de Cavalos, Chamusca e Golegã.

“É uma via estruturante para garantir a segurança de pessoas e bens dentro daquelas localidades”, sublinha.

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