As vindimas já começaram um pouco por todo o país. No Tejo não é excepção. Por aqui, as atenções viram-se para as uvas de Fernão Pires, numa aposta estratégica dos Vinhos do Tejo. Porquê? Porque além de ser uma das, ou mesmo, a casta branca mais plantada no nosso país, é na região vitivinícola do Tejo, a mais expressiva, representando 30% do encepamento, com cerca de 3.750 num total de 12.500 hectares.

De uma plasticidade autêntica, na feitoria de vinhos – em estreme ou de lote, aceitando ainda a espumantização e a vindima em colheita tardia, para obtenção de vinhos doces, de onde se destacam também licorosos (abafado) – a Fernão Pires do Tejo vai mais longe! Salta da vinha, não para o vinho, mas para um sorvete artesanal, com a assinatura da Pascoalini, a geladaria com berço em Santarém, que desde a sua génese tem apostado em transformar sabores do Ribatejo em gelados e sorvetes. No que toca à fruta, este projecto de Patrícia e Rui Pascoalinho, já desenvolveu sorvetes com melão e morangos de Almeirim. É agora a vez da variedade de uva Fernão Pires do Tejo, em resposta ao desafio lançado pelos Vinhos do Tejo, através da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo).

O resultado é um delicioso sorvete, com verdadeiro sabor a “uva de vinho”. Destaque para o facto de ser confeccionado, propositadamente, com grainha (que se sente, mas de forma suave), a fim de lhe conferir um lado mais vitícola. A ideia é sentirmos que estamos a comer um gelado de uva de vinho! E isso não quer, em nada dizer, que haja presença de álcool. Não se trata de um gelado de vinho – como é o caso do que a Pascoalini criou, em parceria com a Quinta da Alorna (também do Tejo), à base do seu Abafado 5 Anos. Estamos a falar de um sorvete de fruta, com cerca de 35% de Fernão Pires do Tejo, a juntar a água, limão, açúcar e dextrose.

O sorvete ‘Fernão Pires do Tejo’ já está à venda nas lojas da Pascoalini, em Santarém, Lisboa e Almeirim, e também nas suas motos de street food. É uma edição especial, dado à sazonalidade do produto que lhe dá origem. Por essa razão, estará disponível apenas na época das vindimas, ou seja, durante os meses de Setembro e Outubro,

Vinhos do Tejo apostam de forma estratégica na casta Fernão Pires

Terra plana e verdejante, cortada por um rio largo e imponente e com um terroir marcado três zonas distintas: Lezíria ou Campo (solo mais fértil), Bairro (solo argilo-calcário) e Charneca (solo arenoso e, por isso, mais pobre). Este é o retrato clássico da região, que abrange grande parte do percurso do rio que lhe dá nome e flui até Lisboa. Longe do rio, o Tejo sobe mais seco, por entre montanhas, vestido de olivais e pomares, bem como vinhas. Por esta diversidade tanto origina tintos, brancos e rosés frutados e perfumados, como vinhos de grande complexidade.

Depois de um investimento e foco no mercado externo, a CVR Tejo está agora apostada em promover-se dentro de portas, com o propósito de impulsionar a notoriedade e as vendas dos Vinhos do Tejo. Portanto, nada como definir uma estratégia única e diferenciadora, mostrando o que de melhor e mais exclusivo há na região: a casta Fernão Pires.

Leia também...

VÍDEO | PSP de Santarém surpreende pequeno Salvador em dia de aniversário

A Polícia de Segurança Pública de Santarém surpreendeu o pequeno Salvador no dia em que comemora 10 anos de idade. As autoridades deslocaram-se à…

PSP divulga colocação de radares no mês de Agosto

A PSP irá efectuar várias fiscalizações rodoviárias no mês de Agosto e divulgou alguns dos locais onde vai efectuar controlo de velocidade com recurso…

Diocese de Santarém – Meio Século a Servir a Fé e a Comunidade Ribatejana

A Diocese de Santarém, criada em 16 de Julho de 1975 pelo Papa Paulo VI, através da bula Apostolicae Sedis Consuetudinem, completa 50 anos…

PSP desenvolveu operação policial nos concelhos de Tomar, Abrantes e Entroncamento

O Comando Distrital de Santarém da Polícia de Segurança Pública, através da Divisão Policial de Tomar, desenvolveu uma operação policial nas cidades de Tomar,…