A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) apresentou esta sexta-feira, 12 de Abril, o autocarro transformado que vai levar o Laboratório Móvel de Inovação e Aprendizagens pela Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática às escolas de 10 concelhos da região.

O interior da viatura foi equipado de acordo com as sugestões apresentadas pelos professores que participaram nos ‘workshops’ para conceção do laboratório móvel. O equipamento foi apresentado aos autarcas, diretores de agrupamento e professores dos 10 concelhos envolvidos no projeto, e contou com a presença de algumas dezenas de crianças que puderam experimentar vários dos equipamentos espalhados pela sede da CIMLT e visitar o interior do autocarro.

“O Laboratório Móvel é um autocarro transformado que vai permitir levar um conjunto de tecnologia importante para a educação, não apenas na vertente lúdica, mas também educacional”, às escolas dos 19 agrupamentos envolvidos que não estão nas sedes de concelho, disse o presidente da CIMLT.

O equipamento insere-se num projeto mais vasto, o Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar da Lezíria do Tejo (PIICIE LT), num valor global de 5 milhões de euros, com comparticipação comunitária, e que inclui a construção de salas de futuro nos 19 agrupamentos abrangidos e uma intervenção abrangente para promoção do sucesso escolar.

“Os recursos humanos são claramente a maior parte do investimento (técnicos, educadores sociais, animadores sociais, psicólogos clínicos)”, disse o autarca, sublinhando que os 11 municípios (Rio Maior avançou sozinho por ter o processo mais avançado) decidiram candidatar-se a um fundo prioritário que não era obrigatório por entenderem que deviam “criar condições para, em conjunto, ter uma resposta diferenciadora e inovadora”.

Pensado nesta fase para alunos mais novos, o laboratório móvel poderá vir a evoluir, abrangendo outros níveis de ensino.

Marília Abano, docente no agrupamento de escolas da Chamusca, salientou a satisfação de ver concretizadas as ideias que inicialmente todos pensaram que não iriam sair do papel. Docente num agrupamento que já possui uma sala do futuro na escola sede, Marília Abano acredita que o laboratório móvel vai permitir complementar este equipamento.

Para Pedro Ribeiro, depois do investimento de cerca de 40 milhões de euros na construção e reabilitação de escolas na região, realizado no anterior quadro comunitário de apoio, criando “condições físicas para o século XXI”, era agora necessário apostar “na capacitação, em técnicos que possam dar resposta a problemas novos”.

Na sessão de hoje foram ainda entregues um total de 261 ‘tablets’ aos municípios participantes no projeto – Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Salvaterra de Magos e Santarém.

No terceiro período escolar, que se inicia depois da Páscoa, o laboratório móvel vai passar pelas escolas para que as crianças possam experimentar, estando previsto o arranque em pleno no próximo ano letivo, tendo sido solicitado a cada agrupamento que desenvolva um projeto para que possa aproveitar ao máximo os recursos pedagógicos disponibilizados.

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