A Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) realiza, no próximo dia 15 de Outubro, quinta-feira, a tradicional Sessão Solene de Abertura do Ano Lectivo, um dos momentos mais marcantes do ciclo académico.
Este ano, a lição de sapiência será proferida por Vítor Serrão, Professor Catedrático Emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e terá como tema “Os Direitos do Património Cultural e a Trans-Contemporaneidade das Artes”.
Como tem sido tradição, durante a sessão serão homenageados os membros da comunidade académica que se aposentaram, os docentes que realizaram com sucesso as suas provas de agregação e todos aqueles que obtiveram o grau de Doutor durante o ano lectivo transacto.
Com entrada livre, a cerimónia terá início pelas 17h00, no Anfiteatro Nobre da FLUP.
Vitor Serrão (Toulouse, França, 1952) é Professor Catedrático Emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Investigador do centro ARTIS-IHA-FLUL.
Reconhecido como uma das principais referências no estudo da História da Arte em Portugal, desenvolveu uma vasta obra dedicada à Arte Portuguesa, à Teoria da Arte e às Ciências do Património.
Autor de uma vasta bibliografia destacam-se os títulos O Maneirismo e o Estatuto Social dos Pintores Portugueses (1983), Josefa de Óbidos e o tempo barroco (1991), A Pintura Maneirista em Portugal — Arte no Tempo de Camões (1995), A Cripto-História de Arte. Análise de Obras de Arte Inexistentes (2001), O Renascimento e o Maneirismo (2002), O Barroco (2003), A Trans-Memória das Imagens. Estudos iconológicos de pintura portuguesa (2005), O Fresco Maneirista do Paço de Vila Viçosa, Parnaso dos Duques de Bragança (2008), Arte, Religião e Imagens em Évora no Tempo do Arcebispo D. Teotónio de Bragança (2015), Os Dialectos das Imagens (2022), Camões: Altos Cumes, Scabelicastro e Correlatos (2024, com Mário Rui Silvestre, Edições Cosmos) e Manda-me Amor Camões e outros Afins (2026, com Mário Rui Silvestre, Edições Cosmos).
É membro efectivo da Academia Portuguesa da História, da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Nacional de Belas-Artes; pertence à redacção das revistas Monumentos, Artis, Art IS on, BSAA, Matria XXI e Quintana; é o fundador do grupo de divulgação científica Micro-História da Arte, criado na rede social Facebook e colaborador do Jornal Correio do Ribatejo, onde publica as suas cripto-histórias de Santarém.
