O Summer Camp de tecnologias de cestaria portuguesa junta cinco artesãos a estudantes de design e arquitetura, provenientes de cinco países, na arte de fazer cestos, até dia 2 de Agosto, no Museu de Arte Popular, em Lisboa.

A iniciativa promovida pelo Ministério da Cultura junta cinco artesãos vindos de Viseu, Guarda, Santarém e Loulé que ensinam técnicas ancestrais e que serão aplicadas por estudantes em peças desenhadas por estes.

A representar a arte do Bunho e Santarém estará presente o artesão Manuel Ferreira, que vai ajudar os estudantes a elaborar a peça “Quebra-Luz”, composta por bunho, fio e pedra.

“Esta é uma das peças que vamos desenvolvendo ao longo da actividade, inspirada na esteira tradicional, usada para dormir, mas com ‘nuances’ actuais”, explicou o artesão em declarações à agência Lusa.

Além do bunho, da zona de Santarém, os artesãos trazem materiais como o baracejo, da zona da Guarda, a junça, de Penedono, em Viseu, a palma, de Loulé, e o vime, de Gonçalo, na Guarda, produzidos em plantações próprias.

O grupo de estudantes é composto por cinco portugueses, uma italiana, dois franceses e dois alunos provenientes do Chipre e da Polónia.

O ‘summer camp’ está inserido no plano nacional “Saber-fazer Português”, lançado pela área governativa da Cultura, em parceria a organização Michelangelo Foundation for Creativity and Cranftsmanship.

O “Saber-Fazer Português”, em que uma das medidas passa pela reabertura do Museu de Arte Popular (MAP), “é dedicado às artes e ofícios e consiste na definição e implementação de medidas para salvaguardar os saberes tradicionais”, pode ler-se no documento enviado à imprensa.

“Ao abrir o MAP ao ‘summer camp’ de cestaria, o Ministério da Cultura pretende deixar clara a sua intenção de que este museu constitua um espaço privilegiado para divulgação e partilha dos saberes tradicionais”, pode ler-se na informação oficial.

O ‘summer camp’ de Cestaria decorre até ao dia 2 de Agosto, no Museu de Arte Popular, em Lisboa.

Leia também...

A herdade no Alviela e o pergaminho que ia para o lixo

Pergaminho do século XII salvo do lixo em Vale de Figueira.

Sete doces regionais do distrito de Santarém nos nomeados às 7 Maravilhas Doces de Portugal

Os Arrepiados e os Celestes de Santarém, o Bolo de Cabeça e o Pastel de Feijão de Torres Novas, os Bons Maridos de Ferreira…

Lenda da Sopa da Pedra chega às crianças de todo o mundo através da Expo 2020 Dubai

A lenda da Sopa da Pedra, prato típico de Almeirim, foi incluída na segunda edição do livro electrónico de contos infantis “Children’s Tales from…

Bordalo II instala poupa gigante no Centro Histórico de Santarém

Artur Bordalo da Silva “Bordalo II” (à esquerda na foto) e a sua equipa. O Centro Histórico de Santarém tem, desde o dia 26…