A Comissão Municipal de Proteção Civil da Golegã aprovou por unanimidade o novo plano de Emergência e Proteção Civil, que identifica as ondas de calor e as cheias e inundações como os riscos mais elevados no concelho.

Além das ondas de calor e das cheias e inundações, classificadas com grau de risco elevado, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil atribui um nível moderado às secas, aos sismos, aos acidentes ferroviários, aos incêndios urbanos e às cheias provocadas pela rotura de barragens.

Entre os restantes riscos identificados estão as ondas de frio, incêndios rurais, acidentes rodoviários, acidentes no transporte de mercadorias perigosas, colapso de estruturas, fenómenos radiológicos associados ao radão, ciclones violentos e tornados.

O plano, consultado hoje pela Lusa, aplica-se às freguesias da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, “num território com cerca de 84 quilómetros quadrados”, e pretende organizar “a utilização dos meios disponíveis, coordenar a atuação das várias entidades e reduzir as consequências de situações de emergência sobre pessoas, bens, património e ambiente”.

A ativação compete ao presidente da autarquia, “depois de ouvida, sempre que possível, a Comissão Municipal de Proteção Civil” e implica a declaração de uma situação de alerta de âmbito municipal.

Entre os critérios previstos estão a ocorrência de um acidente grave ou catástrofe numa ou mais freguesias ou uma situação que não possa ser gerida eficazmente apenas com os recursos existentes no concelho.

O plano poderá igualmente ser ativado quando uma ocorrência provoque, entre outros efeitos, pelo menos 10 feridos, quatro mortos, quatro desaparecidos, 12 desalojados ou 10 pessoas isoladas.

Danos que impeçam a utilização de 10 habitações, escolas, unidades de saúde, pontes ou outras infraestruturas essenciais também podem justificar a ativação, tal como a interrupção do abastecimento de água, eletricidade ou telecomunicações durante mais de 48 horas numa ou mais freguesias.

Estão ainda contemplados como critérios um incêndio rural “com duração superior a 24 horas ou uma área ardida acima dos 300 hectares”, um sismo “com intensidade igual ou superior a sete na escala de Mercalli modificada” e derrames ou libertações de matérias perigosas que coloquem a população em risco.

Para a concentração temporária de meios de socorro, são indicados o Estádio Municipal Assunção Coimbra, na Azinhaga, o Estádio Municipal Manuel Galrinho Bento, na Golegã, o Parque de Jogos e Lazer do Pombalinho, a passagem desnivelada de Mato Miranda e o jardim público de São Caetano.

O plano identifica ainda seis pontos de encontro para onde a população deverá dirigir-se em caso de evacuação, localizados na Azinhaga, Marvila, Arneiro, São Caetano, Pombalinho e Mato Miranda.

As populações retiradas das suas casas poderão ser encaminhadas para cinco zonas de acolhimento, instaladas nos pavilhões desportivos da Azinhaga e da Golegã, na antiga escola primária do Pombalinho, no Centro Português de Geo-História e Pré-História, em São Caetano, e na estação ferroviária de Mato Miranda.

Nestes espaços deverá ser assegurado “alojamento temporário, alimentação, apoio social e psicológico e prestação de cuidados básicos de saúde, com especial atenção a crianças, idosos, pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou doenças crónicas”.

Para testar a capacidade de resposta das entidades envolvidas, o documento prevê a realização de exercícios e simulacros com uma periodicidade máxima de dois anos.

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