Na véspera do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial que se assinala amanhã, 17 de Outubro, a Câmara Municipal da Golegã participou esta tarde na Casa das Artes, na cidade do Porto, na cerimónia de apresentação das manifestações inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial em 2026 que teve como moderadora Maria Antónia Amaral (Património Cultural I.P.).
A Feira da Golegã, representada pela Associação Feira Nacional do Cavalo participou na sessão que contou com a intervenção de António Camilo, presidente do Município goleganense.
Para além da Feira da Golegã integram o inventário, o Entrudo de Lazarim (Lamego), Combate da Coca (Monção), Andor da Senhora da Pena (Vila Real), Arte da Construção dos Muros em Pedra Seca no Maciço Calcário de Sicó (Terras de Sicó), Cortejo dos Trajes de Papel de São Bartolomeu (Aldoar), Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, Figurado de Barcelos, Dança da Morgadinha (Carvalhadas de Teivas), Festa do Menino de Vila Chã de Braciosa (Miranda do Douro), Toque – Tradição das Tunas do Marão e do Alvão, Bote Baleeiro Açoriano: Arte de Manuseamento e Construção nas Lajes do Pico, Arte dos Caldeireiros de santa Marta de Rossas (Vieira do Minho) e a Arte de Construções de Pedra Seca na Serra do caramulo (Tondela).
A sessão foi aberta por João Soalheiro, presidente do Conselho Directivo do Património Cultural I.P. e contou ainda com a presença do secretário de Estado da Cultura, Alberto santos, na entrega das Placas de Património Cultural Imaterial.
A Feira Nacional do Cavalo, conhecida como Feira da Golegã, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, reconhecimento que o presidente da câmara considera um marco na valorização e salvaguarda da tradição equestre portuguesa.
A inscrição foi determinada por despacho publicado em Diário da República, após proposta do Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I.P., que destacou a importância da Feira da Golegã como “símbolo identitário da comunidade local e da comunidade equestre”, bem como as suas raízes históricas na Feira de São Martinho, existente desde o século XVI.
O presidente da Câmara da Golegã, António Camilo, afirmou que o reconhecimento constitui “um marco importante na valorização e na salvaguarda de uma das mais emblemáticas manifestações culturais” do concelho, da região e do país.
“Está intimamente ligado à identidade da Golegã, às tradições equestres, ao cavalo e à história das nossas gentes”, afirmou o autarca.
Segundo António Camilo, mais do que um evento, a Feira da Golegã engloba a Feira de São Martinho, a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano, constituindo “uma manifestação cultural e equestre transmitida entre gerações e que reúne criadores, cavaleiros, campinos, artesãos e outros agentes ligados ao sector”.
O autarca considerou ainda que a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial representa um passo decisivo para a candidatura da Feira da Golegã à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

