Forcados Amadores do Cartaxo: Amor pela sua terra e respeito pelas tradições faz Grupo ser uma realidade

O Grupo de Forcados Amadores do Cartaxo (GFAC) tem tido, ao longo da sua história, momentos altos e baixos. Graças a um grupo de rapazes, então na casa dos seus 15 anos, desde 2011 que tem vindo a ser reactivado, sendo hoje um grupo com maturidade, reconhecido pela Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF).

O Correio do Ribatejo acompanhou o Grupo no seu mais recente desafio, na Feira Taurina de Arruda dos Vinhos, no passado dia 17 de Agosto, sexta-feira, onde pegaram um novilho no espectáculo do Fados & Toiros em benevolência da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos.

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O dia de corrida para os forcados começa muito antes da entrada na arena. Voluntários que são, após saída das suas ocupações profissionais, começam a juntar-se junto à praça, onde o cabo Bernardo Campino já os aguarda, após assistir ao sorteio das lides da noite. Ao grupo do Cartaxo calhou o terceiro novilho da noite, lidado a cavalo por António Prates.

Algum tempo antes da hora marcada de início do espectáculo taurino, o grupo recolhe ao vestiário, onde se junta e onde o cabo lhes fala, indicando os 12 elementos que acha por bem trajarem naquela noite e motivando todo o grupo para a lide e para a qualidade e maturidade com que devem enfrentar o touro, bem como incentivando, com palavras de amizade e união, a coesão necessária do grupo no “momento da verdade”.

Grupo devoto, com São João como padrinho, pelo qual se tornam os seus membros afilhados em cerimónia religiosa de bênção das jaquetas, transportam essa devoção para onde quer que vão. Logo antes da ida para o interior da Praça de Touros, após o ritual de trajar e de cintar, o grupo junta-se em volta do cabo, junto ao oratório que os acompanha sempre, para pedir em oração a sorte na lide da noite.

No interior dos barretes, objectos pessoais de devoção, terços, medalhas, entre outros, ocupam as mãos dos homens que dali a um instante estarão cara a cara com a bravura de um novilho já com quatro anos da ganadaria Eng. Jorge R. de Carvalho.

Já nas trincheiras, o silêncio impera, embora em ambiente descontraído, entre comentários às lides de cavaleiros e o olhar atento às sortes dos outros grupos de forcados. Quando o terceiro novilho entra em praça a atenção aumenta e os olhares dos 12 elementos do grupo fintam-se no animal. Soando o toque para a pega, ao se fazer ouvir “em praça está o Grupo de Forcados Amadores do Cartaxo, para a cara vai o forcado Duarte Campino”, oito forcados do grupo pisam a arena, brindando a sua lide aos Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos e, na presença destes, a todos os Bombeiros Portugueses.

Uma pega concretizada à segunda tentativa, com um bom trabalho do grupo, mostrando mais uma vez o nível no qual já se encontra, apesar do recente ressurgimento. No final volta à praça com aplausos do público e dos que desde sempre acompanham o grupo, onde quer que este se desloque.

Após a corrida, o grupo volta ao vestiário onde reúne e troca impressões sobre a sua prestação, permanecendo junto para o jantar e, no caso, para usufruir um pouco, junto dos familiares, amigos e simpatizantes que ali se deslocaram, das festas que decorriam nas imediações daquela Praça de Touros quase centenária.

O Grupo que renasceu da vontade de uma série de jovens aficionados, que em 2011 fizeram um treino de forcados na Praça de Toiros do Cartaxo, dando assim origem ao Grupo de Forcados Amadores do Cartaxo de carácter juvenil, mostrou nesta noite que é um grupo coeso e com convicções e maturidade comprovadas, estando actualmente a um nível bastante elevado no panorama nacional.

(notícia completa na edição impressa de 24 de Agosto)

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