No ano em que a fadista Maria Leopoldina Guia comemoraria o seu 80.° aniversário e quando se cumprem 20 anos sobre a data do seu infausto falecimento, o Município de Alcochete homenageia a artista ribatejana prestigiando a sua vida, carreira e obra, através de uma exposição, integrada nas comemorações do 128.° aniversário da Restauração do Concelho.

A exposição foi inaugurada no passado sábado, dia 14 de Fevereiro, na Galeria Municipal dos Paços do Concelho.

Natural de Alcochete, onde nasceu a 3 de Fevereiro de 1946, Maria Leopoldina da Guia, que os amigos mais íntimos e familiares tratavam por “Pilina”, deixou um importante legado no fado de Lisboa. Popularizada pela sua voz emotiva, manteve sempre uma grande ligação ao mundo taurino, sobretudo depois do seu casamento com Manuel Pires Rosa, o emblemático “Balé”, que foi uma das grandes e nunca mais esquecidas referências da nossa Festa e em especial da Moita, onde vivia.

Do vasto repertório da saudosa fadista, que morreu na Moita, com 60 anos, em 19 de Abril de 2006, vítima de doença prolongada, ficaram temas como “Partir é Morrer um Pouco”, “Mouraria”, “Lenda das Rosas” e “Novo Fado de Alcochete”, um dos seus maiores êxitos.

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