O Museu Nacional Ferroviário (MNF) no Entroncamento vai ser palco, de sexta-feira a domingo, do Festival Vapor – “A Steampunk Circus”, um convite a uma “viagem aos primórdios da Revolução Industrial”.

Realizado pela primeira vez em Portugal, o festival vai tirar proveito do cenário proporcionado pelo MNF, com edifícios industriais preservados que acolhem grandes máquinas, muitas delas da tecnologia a vapor, para um programa que inclui música, cinema, jogos, conversas, ‘workshops’, exposições e desfiles, afirma o texto de apresentação do museu.

Subgénero da ficção científica que se tornou conhecido no final dos anos 80 e início dos anos 90 do século passado, o ‘steampunk’ é apresentado como uma corrente estética que “associa características do movimento Punk ao desenvolvimento proporcionado pela descoberta do Vapor, num ambiente do século XIX, na Inglaterra Vitoriana”, sublinha.

Frisando que este tipo de evento “já move multidões a nível internacional”, o MNF afirma esperar desde públicos vanguardistas e das produções artísticas alternativas até famílias que procuram entretenimento, sendo o acesso ao museu e ao festival gratuitos.

Ao longo de três dias, há feira de artesanato ‘steampunk’, feira do livro, um carrossel vitoriano, passeios de mini comboio e de quadriciclos ferroviários, jogos de tabuleiro, modelismo ferroviário e ‘street food’.

Para sexta-feira, está agendado o espectáculo “Absurdium”, pelos Custom Circus, e animação pela Liga Steampunk Lisboa, e, no sábado, Katy O’Down, escritora de livros de ficção de inspiração ‘steampunk’, “passará pelo festival para falar sobre o tema no panorama internacional”.

Nesse dia, nos espaços exteriores do museu será possível ver uma exposição de veículos clássicos, realizando-se à noite um concerto dos Dead Combo.

No domingo, há um ‘workshop’ e ‘show’ de “Hip-hop Steampunk”, pelo animador, cantor e apresentador britânico Elemental, e uma oficina de escrita, “What you see is (less) what you get”, pelo Fórum Fantástico.

“A estética ‘steampunk’ inclui máquinas e aparelhos do mundo real criados antes do seu tempo e/ou máquinas e instrumentos imaginários baseados em teorias e ideias futuristas”, e tem “vindo a evoluir muito além do seu conceito literário original”, passando a “incluir diversas expressões artísticas, incluindo a moda, que combina estilos do século XIX com tendências actuais e elementos do universo do fantástico”, afirma a nota do MNF.

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