A Casa do Brasil, em Santarém, recebeu esta sexta-feira, 30 de Outubro, uma sessão pública promovida pelo PCP em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A iniciativa integrou uma jornada nacional de protesto e luta que mobilizou o partido em vários pontos do País e que, no distrito de Santarém, incluiu acções de contacto com a população junto de hospitais e centros de saúde.
Sob o lema “Urgente! Defender e Valorizar o SNS”, o plenário realizado ao final do dia, na Casa do Brasil, inseriu-se na campanha do PCP contra o que considera ser o enfraquecimento dos serviços públicos de saúde e a insuficiência das verbas previstas na proposta de Orçamento do Estado para 2027.

A iniciativa foi antecedida, durante a manhã, por uma acção de contacto e distribuição de folhetos junto ao Hospital Distrital de Santarém, onde representantes do partido procuraram sensibilizar profissionais de saúde e utentes para a necessidade de reforçar os meios humanos e materiais do SNS.
Tratou-se de “uma acção de contacto e distribuição sobre a defesa do Serviço Nacional de Saúde, agora no contexto do Orçamento do Estado”.
Nesse sentido, o partido defendeu a necessidade de garantir “condições muito mais dignas para os portugueses”, enquanto foram igualmente reivindicadas melhores condições de trabalho e remunerações mais elevadas para os profissionais de saúde.
No documento distribuído à população, o PCP acusa o Governo de prosseguir uma política de desinvestimento no SNS, considerando que a proposta orçamental não assegura os recursos necessários para responder às dificuldades existentes nos hospitais e centros de saúde.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo partido estão o aumento do financiamento público, a valorização das carreiras e remunerações dos profissionais, o reforço das contratações e a concretização de investimentos em novos edifícios e equipamentos.
O PCP defende ainda a recuperação do papel dos centros de saúde enquanto estruturas de proximidade, capazes de assegurar o acompanhamento regular dos utentes, e manifesta-se contra o alargamento da gestão privada de serviços públicos de saúde.

A jornada de protesto estendeu-se a várias localidades do distrito de Santarém, com acções em Abrantes, Alcanena, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação, Ourém, Salvaterra de Magos, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, além de Santarém.
Com esta mobilização, o PCP pretende colocar o financiamento e o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde no centro do debate político em torno do Orçamento do Estado, defendendo o reforço da capacidade de resposta dos serviços públicos e a melhoria das condições de acesso aos cuidados de saúde.
