O ISLA Santarém – Instituto Politécnico iniciou o ano lectivo 2026/27 com 2.000 estudantes, o número mais elevado da sua história, e uma oferta formativa reforçada em áreas como tecnologia, dados, gestão e inteligência artificial. Numa entrevista ao Correio do Ribatejo, Domingos Martinho, presidente da instituição, e Filipa Martinho, delegada do administrador, fazem o balanço de um ciclo marcado pelo crescimento, pela transformação em Instituto Politécnico e pelo reforço da ligação às empresas e à região. Num contexto de expansão, ambos sublinham a necessidade de preservar a proximidade com os estudantes, reforçar as condições de acolhimento e preparar o ISLA para os desafios demográficos, tecnológicos e internacionais dos próximos anos.

O ISLA Santarém chegou este ano aos 2.000 estudantes, o número mais elevado da sua história. O que representa este marco para a instituição e como explica este crescimento continuado?

Este número representa, para o ISLA, o reconhecimento da região e dos nossos candidatos relativamente ao trabalho que temos vindo a fazer e à visibilidade que a instituição alcançou. É também um reconhecimento da qualidade do trabalho dos nossos professores e do tipo de cursos que apresentamos. Esse crescimento está fundamentalmente relacionado com isso e o facto de conseguirmos corresponder a essa exigência é, para nós, um motivo de satisfação.

Outro factor que identificamos como muito relevante é procurarmos sistematicamente alinhar a nossa oferta com as necessidades das pessoas e com as qualificações que os tempos exigem. Vivemos num contexto cada vez mais desafiante, em que as coisas mudam muito rapidamente. Mesmo quando os ciclos de estudos mantêm a mesma designação, procuramos actualizar os conteúdos, as estratégias e os modos de ensino, ajustando-os às necessidades das pessoas e do mercado.

Actuamos, por isso, em duas vertentes. Por um lado, actualizamos e reforçamos aquilo que já fazemos; por outro, criamos novas ofertas para responder às necessidades que identificamos na região e às áreas em que sabemos que podemos trabalhar com qualidade. Não temos a pretensão de chegar a tudo. Mas, naquilo que somos capazes de fazer bem e de fazer a diferença, procuramos corresponder.

Foi isso que aconteceu, por exemplo, com o novo TeSP em Análise de Dados e Sistemas de Apoio à Decisão e com o TeSP em Contabilidade e Gestão. No ano passado iniciámos um TeSP em Inteligência Artificial. Este ano temos também uma nova licenciatura em Marketing e, depois de no ano passado termos iniciado as licenciaturas em Engenharia Informática e em Gestão de Dados e Tecnologias em Saúde, avançámos agora com um novo mestrado em Gestão de Projectos. Posso também adiantar, em primeira mão, que, para o próximo ano, temos já acreditado, pelo período máximo possível de seis anos, um novo mestrado em Gestão de Sistemas de Informação.

Este é o caminho: melhorar, actualizar e reforçar as nossas áreas de intervenção e, simultaneamente, acrescentar novas ofertas que correspondam às necessidades das pessoas. E fazemos o mesmo na formação pós-graduada. A nossa oferta não se limita aos cursos conferentes de grau ou diploma. As pós-graduações e os MBA são também áreas às quais estamos muito atentos, porque as pessoas têm cada vez mais necessidade de regressar à escola ao longo da vida, de se requalificarem e de manterem as suas competências actualizadas para responder aos desafios do mercado de trabalho.

Os TeSP cresceram cerca de 15% e as licenciaturas perto de 11%. Este aumento traduz também uma mudança no perfil dos estudantes que procuram hoje o ISLA?

Sim. Há cerca de dez ou doze anos começámos a alterar o paradigma da instituição, que estava muito orientado para uma oferta de nicho em regime pós-laboral. Não descurámos essa vertente e continuamos a ter formação pós-laboral, especialmente dirigida a pessoas que já trabalham e que sentem necessidade de aumentar as suas qualificações, mas fomos reforçando progressivamente a formação diurna destinada aos estudantes que chegam directamente do ensino secundário.

Essa realidade já se vem afirmando há alguns anos e este ano tornou-se ainda mais evidente. Tanto nos TeSP como nas licenciaturas, o maior número de estudantes encontra-se actualmente no regime diurno. As nossas instalações estão completamente preenchidas durante o dia e há horários em que estamos praticamente no limite da capacidade disponível.

Quando, em 2023, nos instalámos neste edifício, no antigo espaço dos CTT, fizemo-lo precisamente com a perspectiva de dar continuidade ao projecto e criar condições para crescer. Esse crescimento aconteceu. Neste momento, as instalações continuam a responder às nossas necessidades, mas há dias e períodos em que estamos muito próximos da sua utilização máxima. Temos, por exemplo, oito laboratórios informáticos que estão sistematicamente ocupados por estudantes e professores ao longo do dia.

Isto mostra bem a dimensão da mudança que ocorreu no ISLA. Mantemos a resposta para quem já está no mercado de trabalho e procura qualificação em horário pós-laboral, mas temos hoje uma presença muito mais forte de jovens que terminam o ensino secundário e escolhem o ISLA para iniciar o seu percurso no ensino superior.

A transformação do ISLA em Instituto Politécnico abriu uma nova etapa na história da instituição. Passado este primeiro período de consolidação, o que mudou efectivamente e que novas possibilidades se abriram?

As possibilidades que se abriram estão fundamentalmente relacionadas com as áreas de actuação. Antes, enquanto estabelecimento de ensino superior com um posicionamento mais limitado, a nossa capacidade de intervenção estava condicionada pela própria natureza da instituição. Como Instituto Politécnico, essas limitações deixaram de existir e podemos actuar em qualquer área do conhecimento.

Quando decidimos alargar a nossa área de intervenção, percebemos claramente que esse caminho tinha de passar também pela alteração da natureza jurídica da instituição. E essa mudança já tem reflexos concretos. Dificilmente teríamos hoje uma licenciatura em Gestão de Dados e Tecnologias em Saúde, uma licenciatura em Engenharia Informática ou um mestrado em Engenharia de Tecnologias e Sistemas Web se não tivéssemos feito essa transformação.

A criação de duas escolas — a Escola Superior de Gestão e a Escola Superior de Engenharia e Tecnologia — resulta precisamente dessa evolução e permite-nos responder de forma mais estruturada a estas duas grandes vertentes da nossa actividade.

Mas não excluímos, no futuro, a possibilidade de entrar noutras áreas do conhecimento. Dentro desta lógica de continuar a desenvolver a instituição, alcançar novos públicos e criar novas ofertas, estaremos atentos às necessidades da região e do país e às áreas em que entendermos que podemos acrescentar valor.

Naturalmente, temos também de assegurar a sustentabilidade da instituição. Somos uma instituição de ensino superior privada e vivemos das propinas pagas pelos nossos estudantes, pelo que não podemos criar ofertas que não tenham procura e mantê-las indefinidamente sem viabilidade económica e financeira. O desafio é precisamente conciliar essas duas dimensões: responder às necessidades de formação e, ao mesmo tempo, garantir condições para que os projectos sejam sustentáveis.

Felizmente, temos conseguido fazer esse equilíbrio. E, no futuro, não está afastada a possibilidade de continuarmos a alargar a nossa área de actuação, quer do ponto de vista científico, quer em função daquilo que identificarmos como necessário para a região e para o país.

Até que ponto a criação de novos cursos resulta directamente das necessidades que o ISLA identifica junto das empresas e das organizações da região?

Temos a vantagem de manter cerca de 250 parcerias activas com empresas e instituições da região, o que nos dá uma proximidade muito importante. Essa relação permite-nos perceber aquilo que as organizações esperam de nós e aquilo de que necessitam, não apenas de forma informal, mas também através de inquéritos sistemáticos aos nossos parceiros.

É evidente que não conseguimos responder a todas as necessidades da região, porque nenhuma instituição consegue fazê-lo. Mas, quando identificamos uma necessidade e percebemos que temos capacidade para intervir com qualidade nessa área, procuramos avançar.

Essa ligação às empresas também se constrói e se reforça através da componente prática da formação. Temos tido mais de uma centena de estudantes em estágio e tem sido muito gratificante perceber a forma como são recebidos pelas empresas e como são avaliadas as competências com que chegam ao mercado de trabalho. Fazemos essa avaliação de forma sistemática e esse retorno permite-nos perceber até que ponto aquilo que estamos a ensinar corresponde à realidade que os estudantes vão encontrar.

Para nós, o conhecimento não está apenas dentro das salas de aula. Uma parte importante da aprendizagem acontece também nas empresas. Essa interacção permite aos estudantes desenvolverem competências, conhecerem por dentro a realidade do mercado de trabalho e perceberem aquilo que lhes é exigido profissionalmente.

Ao mesmo tempo, esse contacto também nos devolve informação muito importante. Quando um estudante chega a uma empresa e percebe o que está a acontecer, consegue integrar-se e aplicar aquilo que aprendeu, isso significa que a escola o preparou para essa realidade. E isso é, para nós, muito gratificante.

Muitos desses estudantes acabam, inclusivamente, por permanecer nas empresas onde realizaram os seus estágios.

O ISLA tem reforçado a sua presença nas áreas tecnológicas, da inteligência artificial, dos dados e da transformação digital. Que papel terão estas áreas na estratégia da instituição nos próximos anos?

Estas áreas são hoje transversais a praticamente todos os domínios do conhecimento. Já não concebemos, por exemplo, a formação na área da gestão sem incorporar competências tecnológicas e digitais, inteligência artificial ou análise de dados.

Cada vez mais, estas ferramentas fazem parte das competências exigidas aos profissionais, independentemente da sua área de formação. Por isso, não as encaramos como domínios isolados, mas como componentes que têm de estar presentes e integradas nos diferentes percursos académicos.

Acreditamos que o desenvolvimento das competências do presente, e sobretudo das que serão necessárias no futuro, passará cada vez mais por estas áreas. O que nos compete é acompanhar essa evolução e garantir que a nossa oferta formativa prepara os estudantes para essa realidade.

E quanto aos próximos investimentos em infra-estruturas, que importância terá o novo edifício previsto para a zona do antigo quartel dos bombeiros?

Será um projecto estruturante para a escola e quero acreditar que terá também um impacto muito significativo na cidade.

A opção passa por continuar a desenvolver as infra-estruturas do ISLA dentro da própria cidade. É uma lógica diferente daquela que, durante muito tempo, levou à criação de campus afastados dos centros urbanos. Há países onde esse modelo já começou a ser abandonado e nós entendemos que faz sentido manter esta ligação à cidade.

Naturalmente, desenvolver um projecto desta dimensão em contexto urbano coloca algumas condicionantes, mas também oferece vantagens muito importantes. Estamos a falar de um quarteirão e de um projecto que terá uma dimensão relevante para o futuro da instituição.

O Plano Estratégico 2030 aponta para áreas como a internacionalização, a inovação, a investigação e a transformação digital. Onde gostaria de ver o ISLA Santarém quando chegar a 2030 e qual será o próximo grande passo da instituição?

O nosso principal objectivo, transversal a todo o Plano Estratégico, é chegar a 2030, olhar para aquilo que definimos e poder dizer que conseguimos cumprir. Tínhamos uma ideia, uma perspectiva de futuro e fomos capazes de concretizá-la.

Isso significa, desde logo, continuar a melhorar as condições que oferecemos aos estudantes num contexto nacional que sabemos não ser fácil. As perspectivas demográficas para o país apontam para uma quebra significativa do número de jovens em idade de acesso ao ensino superior. Poderá existir alguma compensação através do aumento da percentagem de estudantes que prosseguem estudos depois do secundário, mas isso não será suficiente para anular totalmente o efeito da quebra da natalidade.

As instituições terão, por isso, de encontrar formas de continuar a atrair estudantes. No nosso Plano Estratégico identificamos a internacionalização como uma das respostas fundamentais. As instituições de ensino superior não podem viver fechadas sobre si próprias nem limitadas às fronteiras do seu país. A componente internacional terá cada vez mais importância na realidade do ISLA.

E essa internacionalização não passa apenas por receber estudantes estrangeiros. Queremos também proporcionar aos nossos estudantes mais oportunidades de mobilidade, nomeadamente através dos diferentes programas existentes e de experiências em instituições europeias e noutros contextos internacionais.

Acima de tudo, queremos chegar a 2030 sentindo que o futuro da instituição é melhor do que o presente. Temos uma convicção muito simples: o mais importante ainda está para vir. Queremos acreditar que amanhã será melhor do que hoje e é com esse objectivo que trabalhamos todos os dias.

Que mensagem gostaria de deixar à comunidade ISLA no arranque deste novo ano lectivo?

A principal mensagem é de agradecimento. E quando falamos da comunidade ISLA não nos referimos apenas a quem está actualmente na instituição. Falamos também dos antigos estudantes, dos docentes que aqui estão e daqueles que já passaram pelo ISLA, dos actuais funcionários e de todos os que, em algum momento, fizeram parte desta casa.

A todos eles quero dizer: obrigado por acreditarem no ISLA e obrigado por fazerem parte desta família.

Da minha parte, enquanto presidente, e de toda a equipa que trabalha diariamente para tornar o ISLA uma instituição cada vez melhor, fica também a garantia de que não vamos desistir desse objectivo. Queremos continuar a crescer, a melhorar e a procurar a excelência.

Sabemos que há muitas pessoas que olham para o ISLA com atenção e que depositaram confiança na instituição. A nossa maior preocupação é não desiludir quem está connosco hoje nem quem, em algum momento do passado, teve uma ligação ao ISLA.

Por isso, acima de tudo, fica um agradecimento a todos.

 

Filipa Martinho: “O desafio de acompanhar uma comunidade académica em crescimento”

O crescimento para 2.000 estudantes aumenta também o desafio de manter uma relação próxima com cada aluno. Como consegue o ISLA preservar essa proximidade à medida que a comunidade académica cresce?

A resposta passa por trabalhar directamente com cada aluno e por proporcionar, para além do ensino, um conjunto de estratégias que contribuam para que os estudantes se sintam bem na instituição.

Temos, por exemplo, várias iniciativas na área da saúde e do bem-estar, desde consultas de psicologia a consultas de nutrição, completamente gratuitas. Desenvolvemos também actividades em que os estudantes podem participar para além das aulas, como conferências, aulas abertas, visitas de estudo, contacto com empresas e feiras de emprego. Procuramos trazer as empresas até à escola, mas também levar os estudantes às empresas.

Todas estas iniciativas permitem uma maior interacção e ajudam a criar uma relação de maior proximidade. O essencial é que o estudante perceba que existe uma preocupação com o seu percurso e com a sua situação individual.

Temos também procurado estar atentos às questões de acção social e às dificuldades que alguns estudantes enfrentam. E o crescimento da instituição não aconteceu apenas ao nível do número de alunos. Cresceu também o número de professores e de colaboradores, precisamente para conseguirmos acompanhar estas novas necessidades.

Tem sido, por isso, um crescimento transversal. O desafio é continuar a crescer sem perder aquilo que já faz parte do ADN do ISLA: a ideia de família e a preocupação com cada estudante.

 

Quem são hoje os estudantes que procuram o ISLA? Continua a existir um peso importante de trabalhadores e de pessoas que regressam ao ensino superior para reforçar ou mudar o seu percurso profissional?

Continua a existir um peso importante desses estudantes, mas, neste momento, a maioria são jovens que terminam o ensino secundário e prosseguem directamente os estudos no ensino superior.

Mantemos uma oferta significativa em regime pós-laboral, destinada precisamente a quem já está no mercado de trabalho e procura reforçar qualificações ou desenvolver um novo percurso profissional. Temos várias turmas de licenciatura e de TeSP nesse horário.

Ao mesmo tempo, a oferta em regime diurno cresceu muito e é hoje claramente dominante. Nos primeiros anos, abrimos em horário diurno todos os TeSP e todas as licenciaturas.

Por isso, o perfil actual dos nossos estudantes é bastante diversificado, mas a maioria é já constituída por jovens que chegam directamente do ensino secundário.

 

Para além da formação académica, que preocupações existem com o acolhimento, a integração e o acompanhamento dos estudantes? Que experiência pretende o ISLA proporcionar a quem escolhe estudar em Santarém?

Filipa Martinho: Costumamos dizer, e é uma expressão que também ouvimos muitas vezes aos nossos estudantes, “ISLA uma vez, ISLA para sempre”. É um pouco essa a experiência que procuramos proporcionar: queremos que seja suficientemente marcante para que os estudantes levem o ISLA consigo para o resto das suas vidas.

Isso aplica-se aos estudantes nacionais, aos internacionais e também aos que chegam através do Erasmus. Neste semestre temos cerca de 25 estudantes de Erasmus e alguns, apesar de estarem cá apenas há duas ou três semanas, já nos disseram que gostariam de permanecer durante mais um semestre. Isso também demonstra a importância do acolhimento e da forma como procuramos integrar quem chega.

Esse acompanhamento começa logo no primeiro dia, com as sessões de acolhimento, mas não termina aí. Temos mecanismos internos para acompanhar cada estudante de forma individualizada quando surge uma dificuldade ou quando precisa de algum tipo de apoio.

Um exemplo é o programa de mentoria, que desenvolvemos há já alguns anos e que tem tido um papel importante na integração dos estudantes e no seu sucesso académico. No fundo, procuramos disponibilizar um conjunto de ferramentas que permita não apenas acolher, mas garantir que os estudantes estão verdadeiramente integrados e se sentem bem na instituição.

 

Domingos Martinho: Temos também uma presença muito significativa de estudantes internacionais, o que exige uma atenção própria. São pessoas que chegam de realidades diferentes e que, por isso, precisam de um acolhimento adequado às suas circunstâncias.

Quando falamos do ISLA como uma família é também neste sentido: cada pessoa tem as suas necessidades e deve ser acompanhada de acordo com elas. Queremos que a instituição continue a ter essa capacidade de olhar para cada estudante individualmente.

E há ainda uma dimensão que consideramos fundamental: não queremos que o crescimento transforme o ISLA numa escola elitista. Queremos continuar a ser um elevador social. Existe por vezes a ideia de que o ensino superior privado é apenas acessível a quem tem maiores recursos, mas essa imagem não corresponde à realidade dos nossos estudantes. Conhecemos as dificuldades que muitos enfrentam e procuramos, dentro das nossas possibilidades, acompanhá-los e encontrar respostas.

O investimento que cada estudante faz na sua formação merece também da nossa parte uma responsabilidade acrescida. O nosso objectivo é que saiam daqui com autonomia, capacidade de trabalho e resiliência, competências que consideramos essenciais para enfrentarem uma realidade profissional e social cada vez mais complexa.

 

A residência de estudantes foi um investimento importante no centro histórico de Santarém. Que impacto está já a ter e existem outros projectos de expansão de infra-estruturas previstos?

Filipa Martinho: O impacto é muito claro: a residência está completamente cheia. Houve uma procura muito significativa por parte dos nossos estudantes e, neste momento, quase poderíamos dizer que já precisaríamos de uma segunda residência.

É um investimento que está a dar resposta a uma necessidade concreta e que nos permite oferecer mais uma condição de apoio aos estudantes que vêm estudar para Santarém.

Quanto aos próximos investimentos, estamos a trabalhar num novo edifício no espaço onde funcionava o antigo quartel dos bombeiros. O projecto ainda está numa fase relativamente inicial e, por isso, é prematuro avançar muitos pormenores. Estamos ainda a desenvolver os projectos e a tratar dos procedimentos necessários.

Domingos Martinho: Será um projecto estruturante para a escola e quero acreditar que terá também um impacto muito significativo na cidade.

A nossa opção é continuar a desenvolver as infra-estruturas do ISLA dentro da própria cidade, em vez de seguir uma lógica de criação de campus afastados dos centros urbanos. Naturalmente, um projecto desta dimensão em contexto urbano coloca algumas condicionantes, mas também oferece vantagens muito importantes.

Estamos a falar de um quarteirão e de um investimento com uma dimensão relevante para o futuro da instituição.

 

Que mensagem gostaria de deixar à comunidade ISLA neste início de ano lectivo?

A principal mensagem é de agradecimento pela confiança. Queremos dizer aos nossos estudantes e a toda a comunidade que estamos aqui, disponíveis todos os dias, para os acompanhar e para contribuir para que cada percurso seja um percurso de excelência.

É esse compromisso de proximidade, acompanhamento e disponibilidade que queremos continuar a manter.

 

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