O ciclo cultural “Fora de Portas” vai transformar a Praça 5 de Outubro, em Torres Novas, numa pista de dança a céu aberto este sábado, dia 18 de julho, às 21h30. O palco histórico da cidade recebe os Neon Soho, trio de synth-pop e eletrónica urbana que se estreia em solo torrejano num espetáculo de entrada gratuita. A banda traz na bagagem o seu segundo álbum de originais, Shall We Begin

Em entrevista ao Correio do Ribatejo, o grupo antecipa as expectativas para o concerto, reflete sobre os desafios da edição independente e recorda o impacto das passagens pelo Festival da Canção e Festival Termómetro. 

Os Neon Soho vão atuar na Praça 5 de Outubro em Torres Novas. Que relação ou memórias tem a banda com o público ribatejano?

Vai ser o nosso primeiro concerto em Torres Novas e estamos ansiosos. Encaramos cada concerto como uma oportunidade para criar novas ligações. Temos, na verdade, o objetivo de tocar e levar a nossa música a diferentes regiões do país e a diversos públicos. Esperamos que o público ribatejano se divirta ao máximo!

O ciclo Fora de Portas aposta em descentralizar a cultura e levar a música para a rua. Sendo o vosso projeto de cariz urbano e eletrónico, como encaram o desafio de tocar num espaço aberto e histórico da cidade?

É um desafio muito estimulante. A nossa música nasce da eletrónica, mas nunca esteve presa ao contexto de um clube ou de uma sala fechada. Gostamos da ideia de ocupar espaços públicos e de deixar que a música dialogue com a arquitetura, com a cidade e com quem passa. Levar um projeto desta natureza para uma praça histórica cria-nos a expetativa de uma experiência única.

Para este espetáculo, expandem-se em palco para um formato de quarteto com o Pedro Antunes na bateria. O que é que a introdução deste instrumento acrescenta à vossa sonoridade enquanto trio?

O Pedro Antunes acrescenta uma dimensão muito física, orgânica, à nossa música. A bateria traz maior profundidade rítmica, energia e dinâmica, permitindo que algumas canções ganhem uma intensidade diferente da versão de estúdio. As características especiais, a técnica e sensibilidade do pedro têm sido uma enorme mais-valia.

Trazem a Torres Novas o vosso segundo disco de originais, Shall We Begin. Que evolução estética e emocional é que este álbum traz em relação ao vosso álbum de estreia, Proof of Love?

Shall We Begin representa uma evolução natural da nossa identidade. Mantivemos a combinação entre synth-pop, eletrónica e soul que nos caracteriza, mas consideramos que evoluímos para uma sonoridade mais madura e emocional, explorando novas atmosferas e contrastes. É um disco que fala de recomeços e de transformação, mas com uma maior profundidade na composição e na interpretação. 

Sendo um projeto mais focado na edição de autor, qual tem sido o maior desafio para fazer chegar a vossa música ao público e às rádios nacionais?

O maior desafio é conquistar espaço num mercado muito competitivo, onde a música independente nem sempre encontra facilmente visibilidade. Por isso, os concertos continuam a ser fundamentais. É no palco que conseguimos criar uma ligação direta com o público.

A vitória no Festival Termómetro e a passagem pelo Festival da Canção com “Endless World” foram grandes montras para a banda. Que impacto tiveram estes momentos na vossa afirmação no panorama nacional?

Foram dois momentos muito importantes, embora diferentes. A vitória no Festival Termómetro deu-nos uma visibilidade decisiva numa fase inicial e abriu portas a festivais e novos públicos. Já o Festival da Canção levou a nossa música a uma audiência muito mais vasta, permitindo que muitas pessoas descobrissem o projeto pela primeira vez. Ambos contribuíram para consolidar a nossa identidade e reforçar a confiança no caminho que temos vindo a construir. 

Os Neon Soho são frequentemente descritos como uma “salada de pop sem regras”. Como definem a vossa música a quem nunca vos ouviu, mas vai marcar presença no Fora de Portas este sábado?

Continuamos a gostar dessa definição. Vivemos precisamente dessa liberdade. Somos um encontro entre synth-pop, eletrónica, soul e canção, sem fronteiras rígidas nem fórmulas. Cada um de nós traz influências diferentes e é desse cruzamento que nasce a nossa identidade.

A vossa sonoridade convida imediatamente à dança e à libertação. O que pode o público torrejano esperar deste concerto?

Pode esperar um concerto intenso, envolvente e muito energético. Queremos que cada pessoa possa viver a música à sua maneira, quer seja a dançar, a cantar ou simplesmente deixar-se levar pelas atmosferas que criarmos. Acima de tudo, queremos que seja uma ótima experiência.

 

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