O número de infetados pelo novo coronavírus subiu para 331, mais 86 do que os contabilizados no domingo, anunciou esta segunda-feira, 16 de Março, a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, divulgado hoje às 12h30, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial. Segundo a DGS, há três casos recuperados.

Os dados indicam que dos 331 casos confirmados, mais de metade (174) estão a recuperar em casa, 139 estão internados, 18 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). De acordo com o boletim, há 4.592 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde. Desde 1 de Janeiro foram registados 2.908 casos suspeitos. cAtualmente, há 18 cadeias de transmissão activas em Portugal, mais quatro do que no domingo.

Entre os doentes infectados estão um menino e uma menina com idades até aos nove anos, 10 rapazes e 17 raparigas com idades entre os 10 e os 19 anos, e 38 jovens com idades entre os 20 e os 29 anos. Existem 12 casos de doentes infectados acima dos 80 anos e 28 entre os 70 e os 79. É entre a população com idades entre os 40 e os 49 anos que se registam mais casos (68), segundo o boletim da DGS, que indica a existência de 65 casos entre os 30 e 39 anos e 52 casos entre os 50 e os 59 anos. Há ainda registo de 37 casos entre os 60 e 69 anos.

Lisboa e Vale do Tejo é a região que regista o maior número de casos confirmados (142), seguida da região Norte (138), da região Centro (31) e do Algarve (13). Há um caso nos Açores. Há cinco casos confirmados no estrangeiro, segundo o boletim epidemiológico diário.

O Alentejo e a Madeira são as únicas regiões do país sem casos registados pela DGS.

Os dados da DGS apontam que 16 casos resultam da importação do vírus de Espanha, 14 de Itália, nove de França, cinco da Suíça, um de Andorra, um da Bélgica e outro da Alemanha e Áustria.

Segundo a DGS, mais de metade dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse (53%), febre (31%) cefaleia (19%), dores musculares (18%), fraqueza generalizada (13%) e dificuldade respiratória (9%).

O Governo declarou na sexta-feira o estado de alerta no país, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão, e suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas a partir de segunda-feira, impondo restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.

Os governos regionais da Madeira e dos Açores decidiram impor um período de quarentena a todos os passageiros que aterrarem nos arquipélagos, enquanto o Governo da República desaconselhou as deslocações às ilhas.

Já tinham sido tomadas outras medidas em Portugal para conter a pandemia, como a suspensão das ligações aéreas com a Itália, o país da Europa mais afectado.

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