O Município de Santarém manifestou disponibilidade para acolher um pólo descentralizado do Museu do Fado de Lisboa, durante o período em que aquele equipamento cultural estiver sujeito a obras de requalificação. A proposta foi apresentada pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, Emanuel Campos, no âmbito da cerimónia de apresentação da Associação do Fado de Santarém, realizada na quarta-feira, 14 de Outubro, no Museu do Fado, em Lisboa.
A possibilidade de Santarém receber temporariamente uma extensão do Museu do Fado foi anunciada pelo vice-presidente da autarquia, Emanuel Campos, que aproveitou a apresentação da nova associação para manifestar a disponibilidade do concelho em colaborar com aquela instituição cultural.
“Por isso, aproveitei este momento para manifestar a disponibilidade de Santarém acolher, durante as obras de requalificação do Museu do Fado, um polo descentralizado deste importante espaço cultural”, afirmou o autarca, numa publicação divulgada nas redes sociais.
A proposta surge num momento em que Santarém procura reforçar a valorização do seu património musical, particularmente da tradição fadista, através da criação de uma associação dedicada à preservação, divulgação e promoção do fado no concelho.
A apresentação da Associação do Fado de Santarém, realizada no Museu do Fado, em Lisboa, constituiu um primeiro momento público de afirmação deste projecto, que pretende contribuir para a transmissão da tradição fadista às novas gerações e para a valorização dos intérpretes, músicos e outras figuras ligadas à história do fado em Santarém.
Na mesma publicação, Emanuel Campos destacou o significado da criação da associação, considerando que merece reconhecimento pela vontade de “preservar, divulgar e, sobretudo, levar às novas gerações uma expressão cultural que também faz parte da identidade da nossa terra”.
“Santarém tem Fado, tem fadistas, tem músicos e tem histórias que merecem ser contadas”, sublinhou o vice-presidente da Câmara.
A eventual instalação de um pólo descentralizado do Museu do Fado permitiria estabelecer uma ligação institucional entre Lisboa e Santarém durante o período de intervenção no museu da capital.
“Queremos continuar a criar pontes, abrir portas e afirmar Santarém como um verdadeiro território de Fado”, acrescentou Emanuel Campos, concluindo que “o Fado também se canta, toca e sente em Santarém”.


