A Câmara Municipal de Santarém acolheu uma proposta do Chega para criar uma escola municipal de equitação na antiga Escola Prática de Cavalaria e pretende incluir o projeto no próximo orçamento, anunciou o presidente do município, João Leite.
A proposta, enviada à Lusa e apresentada pelo vereador do Chega Pedro Correia, prevê o desenvolvimento da Escola de Arte Equestre Scalabitana, aberta à comunidade e vocacionada para o ensino da equitação, a valorização da cultura equestre e a realização de passeios de charrete.
Durante a discussão da proposta na última reunião de câmara, o presidente da autarquia, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, manifestou o apoio dos vereadores da AD e afirmou que o executivo pretende avançar com a criação de uma escola municipal de equitação.
“A nossa intenção é avançarmos para a criação de uma escola municipal de equitação”, afirmou João Leite, defendendo que o projeto deve “democratizar a prática equestre” e torná-la acessível à população.
O autarca considerou a proposta “bastante completa” e afirmou que o executivo fará “todos os esforços” para incluir o projeto no orçamento municipal que se encontra em preparação.
Segundo João Leite, a proposta será agora analisada pela equipa técnica do município, em articulação com o trabalho já em curso sobre os possíveis usos da antiga Escola Prática de Cavalaria.
“O cavalo faz parte da nossa história, da nossa identidade”, declarou o presidente da câmara, acrescentando que esta ligação deve ser valorizada não apenas através do ensino e da prática equestre, mas também do ponto de vista turístico.
A iniciativa do Chega estabelece a antiga Escola Prática de Cavalaria como localização preferencial, embora a instalação fique dependente da análise da viabilidade técnica, patrimonial, jurídica, operacional e financeira.
Entre os objetivos definidos estão o alargamento do acesso à aprendizagem da equitação, a criação de atividades com os agrupamentos de escolas, a possibilidade de desenvolver equitação adaptada e a dinamização de visitas, oficinas e iniciativas de divulgação da cultura equestre ribatejana.
A proposta admite a criação de mecanismos de “apoio para pessoas e famílias com menores recursos” e prevê a articulação com instituições especializadas, nomeadamente para avaliar uma resposta destinada a pessoas com necessidades específicas.
O projeto inclui ainda passeios de charrete por percursos de interesse histórico, cultural e turístico, dirigidos a residentes e visitantes, cujas condições de funcionamento, itinerários, preços, segurança e bem-estar animal terão de ser definidos no plano de implementação.
Antes de avançar para a abertura da escola, o município “deverá avaliar os espaços disponíveis na antiga Escola Prática de Cavalaria, o estado de conservação das instalações e as obras necessárias em picadeiros, cavalariças e áreas de apoio”, acrescenta a proposta.
O estudo deverá igualmente definir a capacidade da escola, os horários, os critérios de acesso, a composição da equipa, o modelo de gestão, as condições de segurança e os custos de instalação e funcionamento.
A proposta prevê que sejam comparadas várias soluções, incluindo a gestão direta pelo município, uma eventual intervenção da empresa municipal Viver Santarém ou a contratação de uma entidade externa especializada.
O documento defende também que a nova resposta deve complementar a oferta já existente no concelho, incluindo a Escola de Equitação Henrique Soares Cruz, da Escola Superior Agrária de Santarém, e promover a cooperação com escolas, instituições e profissionais do setor.
A iniciativa determina a apresentação, no prazo de 30 dias após a deliberação, de uma informação preliminar sobre os espaços possíveis, os principais condicionamentos e o enquadramento orçamental do projeto.
