A Tauromaquia constitui uma expressão artística e uma manifestação identitária profundamente enraizada na história, na cultura e nas tradições do povo português.
Ao longo de séculos, as corridas de toiros têm desempenhado um papel central na coesão social de inúmeras comunidades regionais, preservando saberes e práticas ancestrais, desde a criação do toiro de lide e do cavalo lusitano até às artes específicas que envolvem o espectáculo.
O reconhecimento desta prática enquanto Património Cultural Imaterial reflecte com justiça a sua relevância histórica e a sua continuidade viva na sociedade contemporânea, garantindo a salvaguarda e a valorização de uma componente indissociável do património identitário de Portugal.
Depois de ter sido apresentado o projecto da candidatura da Tauromaquia à inscrição no Inventário Nacional há cerca de cinco anos, e após terem sido sanados alguns aspectos a solicitação do Instituto do Património Cultural, está o processo agora sujeito à consulta pública durante trinta dias para posterior decisão.
Nesta fase espera-se que os aficionados possam afirmar expressamente o seu apoio a esta inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, primeira etapa a caminho da classificação como PCI, o que lhe garantirá alguma protecção legal.
Os aficionados deverão enviar um e-mail a manifestar o seu apoio ao registo endereçado a: inpci@patrimoniocultural.gov.pt num texto simples em que apenas seja manifestado o apoio à inscrição no Inventário, por reconhecer a sua importância na matriz identitária de diversas regiões portuguesas e por ser uma manifestação tradicional profundamente enraizada na cultura portuguesa. Apoiar a Tauromaquia no âmbito deste processo de registo é um dever de todos os aficionados, na certeza de que os anti-taurinos se mobilizarão para inviabilizar este processo.
