A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria), através da Unidade de Patologia Mamária (UPM), promoveu, esta sexta-feira, 30 de outubro, na Liga dos Amigos do Hospital de Santarém, a iniciativa “À conversa, pela vida”, integrada nas comemorações do Outubro Rosa. O encontro reuniu utentes, familiares, profissionais de saúde e representantes de diferentes instituições, numa manhã dedicada à sensibilização, à partilha de experiências e à celebração da vida.
A sessão de abertura teve início com a intervenção de Margarida Estrela, diretora do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, que destacou o trabalho desenvolvido pela UPM, sublinhando a importância de uma abordagem multidisciplinar no acompanhamento das pessoas com cancro da mama. “Esta integração de saberes assegura às doentes um percurso assistencial completo, coerente e eficaz”, afirmou, enaltecendo ainda a competência, a dedicação e a humanidade dos profissionais que integram a equipa.
Seguiu-se Paula Barroso, diretora do Departamento da Mulher e da Criança, que manifestou o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela unidade. “É uma equipa dedicada, uma unidade reconhecida”, salientou, considerando que os resultados alcançados e os testemunhos das utentes constituem o melhor reconhecimento do mérito dos seus profissionais.
Em representação do Conselho de Administração da ULS Lezíria, Fátima Lopes, enfermeira diretora, reforçou a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento integrado, destacando o significado humano da iniciativa. “O Outubro Rosa é um movimento reconhecido internacionalmente, mas o seu verdadeiro significado encontra-se nas histórias de vida das pessoas que a Unidade de Patologia Mamária acompanha”, referiu.
Por sua vez, Ana Alexandre Calado, diretora clínica para os Cuidados de Saúde Primários, destacou a importância de um acompanhamento centrado nas necessidades individuais de cada mulher, assente na confiança, na proximidade e na articulação entre os diferentes níveis de cuidados. “É aqui, sem dúvida, que os cuidados centrados na pessoa se tornam concretos: escutar o que preocupa a pessoa, compreender o seu contexto, explicar as opções que tem à sua frente e envolvê-la nas decisões”, afirmou, sublinhando que a continuidade do acompanhamento deve estender-se à recuperação e ao regresso às atividades quotidianas.
Hélia Dias, diretora da Escola Superior de Saúde da Universidade Politécnica de Santarém, partilhou uma reflexão pessoal sobre o impacto do cancro da mama nas famílias e a importância das redes de apoio. A responsável reiterou a disponibilidade da instituição de ensino para colaborar em iniciativas de formação e aproximação à comunidade.
A encerrar as intervenções, Madalena Nogueira, coordenadora da UPM, destacou o empenho da equipa na organização do encontro e a importância de criar momentos de proximidade para além da atividade assistencial. “Passar por um cancro da mama é enfrentar um grande desafio, mas mesmo assim não devemos deixar de viver a vida na sua plenitude”, afirmou. A coordenadora reconheceu também os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais de saúde, nomeadamente as limitações de recursos, reafirmando o compromisso da unidade com a qualidade e a humanização dos cuidados.
O programa prosseguiu com uma sessão dedicada ao tema “Sexualidade e cancro da mama”, dinamizada por Elisabeth Ordens Castelo Branco, do Instituto Português de Oncologia de Coimbra, com trabalho na área da oncossexualidade.
A iniciativa contou ainda com o momento de humor “Isto não dói nada”, protagonizado por David Pina Trincão, médico imunoalergologista da ULS Lezíria, e com um momento musical a cargo das irmãs Catarina Cardeta e Leonor Cardeta.
O encontro terminou com um almoço-convívio, proporcionando um espaço informal de proximidade e partilha entre utentes, familiares e profissionais.
