Promover os Vinhos do Tejo em mercados externos é, há mais de uma década, a grande aposta da direção da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo). Os dois meses de outubro e novembro são especialmente fortes neste âmbito, com ações em oito países distintos. Aqui, o foco é promover os vinhos e o território, através de divulgação e da realização de provas comentadas e momentos de harmonização com comida local, junto de públicos diversos – de profissionais a consumidor final.
Depois de um trabalho de continuidade e consistência no Brasil, Canadá e Polónia, que os catapultou para mercados já considerados “maduros” e, por isso, onde os consumidores reconhecem as marcas e a qualidade dos vinhos da região, a intenção deste ano tem passado por alargar a presença em países da Europa, como Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido e Républica Checa. Para além de ações direcionadas a estes mercados em concreto, os Vinhos do Tejo estão presentes nas grandes feiras mundiais: Wine in Paris, ProWein Dusseldorf, ProWein São Paulo e Vinexpo Hong Kong.
Os Vinhos do Tejo estiveram de “pedra e cal” no Brasil. Com a habitual presença na ProWein São Paulo, onde vão desde a primeira edição e este ano com 12 produtores, voltaram, este ano, ao evento Vinhos e Sabores de Portugal, no Rio de Janeiro, com nove produtores. Percorreram ainda sete cidades – Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Porto Alegre, Goiânia, Belo Horizonte e Florianópolis – com a ação Caravana dos Vinhos do Tejo, onde aos vinhos da região se juntou ao crítico brasileiro Marcelo Copello. Em cada cidade a estratégia foi a mesma e foi considerada vencedora: realização de almoço para imprensa, masterclass para profissionais e jantar para consumidores finais. Para além do Brasil, outubro é o mês de manter acesa a chama dos Vinhos do Tejo no Canadá e na Polónia.
Porque as solicitações são cada vez mais e não é possível para os produtores estarem em todo o lado, a estratégia passa por viajarem como cluster, sob a tutela – e apoio – da CVR Tejo. Há eventos onde, inclusivamente, a presença do produtor é feita por elementos da Comissão e embaixadores locais, eleitos para apresentar os vinhos. Ao nível das sinergias, a CVR Tejo encetou este ano uma parceria com a Beira Interior, região cujos vinhos têm perfis distintos, sendo por isso interessante uma união refletida em partilha de custos, mas acima de tudo de interesse e atração para os que frequentam as provas e eventos. “Estarmos ao lado dos nossos agentes económicos é pensar em formas de os ajudar a minimizar custos, rentabilizar recursos e comunicação.”, afirma Luís de Castro, presidente da CVR Tejo. Exemplo disto são as idas à Holanda (26 de outubro), Bélgica (27 de outubro), Alemanha (18 de novembro) e Polónia (22 e 23 de novembro).



