Dois novilheiros praticantes e dois amadores, dois cavaleiros praticantes e um Grupo de Forcados compõem o cartel da denominada Grande Final da Liga Nacional de Novilhadas, uma organização da PróToiro que teve várias etapas ao longo da temporada que agora se aproxima do seu termo. Assim, os jovens diestros Vicente Sánchez, João Maria Rodrigues, Martim Velásquez e Rodrigo Lousa, os cavaleiros praticantes Mariana Avó e João Gregório de Oliveira e o Grupo de Forcados Amadores do Redondo estarão em praça no Redondo, no dia 21 de Novembro, para enfrentar novilhos ainda por designar.

Esta novilhada insere-se no Dia da Tauromaquia, que terá muitas actividades ao longo do dia e cujo programa completo será em breve divulgado.

Porém, esta novilhada já está a suscitar alguma controvérsia, pois, segundo parece, os toureiros anunciados para a Final não resultarão dos resultados da sua participação nas novilhadas anteriores, realizadas em várias praças nacionais, em que participaram diversos novilheiros das diversas escolas taurinas existentes no nosso país. 

Segundo, o Farpas Blogue, “uma final pressupõe que tivesse um cartel integrado pelos triunfadores, pelos mais pontuados nas eliminatórias anteriores – que é o que costuma acontecer nestas iniciativas. Ninguém entendeu que critério foi usado para montar o elenco que está anunciado como Grande Final. Sem desprimor algum pelos jovens toureiros que o integram, é legítimo que se questione por que razões outros ficaram de fora deste cartel final? Mais confuso e mais complicado de entender é o facto de duas escolas de toureio com alunos a competir nesta Liga de Novilhadas fazerem parte da Comissão Organizadora da mesma…”.

O antigo toureiro Jaime Amante, na sua página de Facebook, questiona este critério, ou a falta dele, num artigo de opinião de que, com a devida vénia, citamos um excerto:

“(Integram) a Comissão Organizadora da 1ª Liga Nacional de Novilhadas, responsáveis da PróToiro e representantes da Escola de Toureio “José Falcão”, de Vila Franca de Xira, e da Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita do Ribatejo.

De repente surge uma pergunta legítima: se duas das escolas participantes são simultaneamente convidadas a integrar a comissão responsável pela organização, regulamentação ou acompanhamento da própria Liga, onde fica a necessária independência?

Não se trata de pôr em causa pessoas, escolas ou instituições. Trata-se de uma questão de princípio e de transparência.

Quem participa numa competição deve ter exactamente as mesmas condições que os restantes concorrentes. E quem tem responsabilidades na definição das regras, critérios ou decisões da competição deverá, idealmente, estar suficientemente afastado dos interesses daqueles que nela competem.

Na Festa Brava, onde tantas vezes se fala de ética, seriedade, verdade e respeito pelas regras, estas preocupações não podem ser consideradas secundárias.”

É por estas e por outras que as coisas não andam bem no mundo da tauromaquia…

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