Foto: Festival Zero

O Festival Zero regressa no sábado a Tomar, com duas semanas de programação cultural que reúne teatro, música, fotografia e poesia, envolvendo companhias e artistas de diferentes áreas.

A iniciativa, promovida pelo EspaçoZero Teatro em parceria com o município de Tomar, apresenta-se como um “festival multidisciplinar”, com atividades distribuídas por vários espaços culturais e patrimoniais da cidade, procurando chegar a públicos de diferentes idades.

O programa arranca em 31 de outubro com os Dias da Fotografia, no Moinho da Ordem, que incluem demonstrações práticas de daguerreotipia, uma das primeiras técnicas fotográficas, orientadas por Luís Pavão.

No mesmo dia, às 16h15, é inaugurada na Fábrica das Artes a exposição “Cóclea”, de Alexandre Magalhães, seguindo-se, às 21:30, na Capela de Santa Iria, a apresentação de “Sermão aos Peixes”, a partir da obra do padre António Vieira, pelo EspaçoZero Teatro.

A fotografia mantém-se em destaque até 4 de novembro, com encontros e conversas no Moinho da Ordem, envolvendo António Júlio Duarte, Beatriz Banha, Miguel Marquês e José Soudo, este último responsável por uma sessão intitulada “A fotografia antes da fotografia”.

O teatro regressa à programação em 06 de novembro, com a peça “O Amigo Dedicado”, apresentada pela companhia Te-Ato, de Leiria, na Biblioteca Municipal António Cartaxo da Fonseca, às 21h30.

No dia seguinte, o Cine-Teatro Paraíso recebe, às 17h00, “História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”, espetáculo para famílias inspirado na obra do escritor chileno Luis Sepúlveda, numa coprodução do Teatromosca e do Hipérion Projeto Teatral.

A programação de 7 de novembro inclui ainda um serão de poesia, às 21h30, na Fábrica das Artes, reforçando a presença da literatura e da palavra dita nesta edição do festival.

A música ganha destaque em 13 de novembro, com “Music for a While – Songs of Solitude” – que vai buscar o título a uma canção do compositor barroco inglês Henry Purcell, do final do século XVII -, programa apresentado às 21h30 no Paraíso, pela soprano Eduarda Melo e pelo guitarrista e compositor Nuno da Rocha, com conceção cénica de Rui Horta.

O espetáculo propõe uma interpretação contemporânea de canções europeias do século XVII, com obras de compositores como John Dowland, Claudio Monteverdi, Barbara Strozzi e Henry Purcell, explorando temas associados à solidão e à contemplação.

A utilização da guitarra elétrica no acompanhamento do repertório antigo e a componente cénica, que articula música, luz e movimento, distinguem esta criação, associada a um álbum com edição prevista para novembro.

O último dia do festival, 14 de novembro, começa com o espetáculo de fantoches “A Lagartixa que Adorava Andar de Carro”, integrado no projeto Zespantalho, às 11h00, na Fábrica das Artes.

Às 16h00, realizam-se as Matinés de Casimira, seguindo-se, às 21h30, no Cine-Teatro Paraíso, a apresentação de “Pensão Marilu”, pela companhia Teatro do Montemuro.

O encerramento está marcado para o Tabernáculo do Rio, com uma sessão de jazz, prolongando a programação pela noite.

Ao longo das duas semanas, o Festival Zero ocupa espaços como o Cine-Teatro Paraíso, a Fábrica das Artes, o Moinho da Ordem, a Biblioteca Municipal e a Capela de Santa Iria, distribuindo as atividades por diferentes pontos da cidade.

O Festival Zero está integrado na programação cultural do último quadrimestre de Tomar, que prossegue, entre 24 e 29 de novembro, com a 10.ª edição do Planos Film Fest – Festival Internacional de Curtas-Metragens, promovido pela Tripé.

A agenda cultural do município prolonga-se até dezembro, incluindo concertos dedicados aos 120 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça, compositor, pedagogo e musicólogo natural de Tomar.

O programa completo do Festival Zero, incluindo horários e informações sobre os espetáculos, está disponível na página oficial do Cine-Teatro Paraíso.

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