O Correio do Ribatejo iniciou, em Dezembro, uma nova rúbrica regular com a estreia do “Cartoon do João”, assinada pelo artista João Maria Ferreira. A iniciativa integra-se no processo contínuo de renovação do jornal e reforça uma tradição antiga da publicação: a presença do cartoon como espaço de leitura crítica da actualidade, através do humor, da ironia e do desenho.
Segundo o director do Correio do Ribatejo, João Paulo Narciso, a aposta insere-se numa lógica de abertura à pluralidade de olhares e linguagens. “Foi sempre uma imagem de marca deste jornal a qualidade dos seus colaboradores. Com visões diferenciadas do mundo em que todos vivemos, ajudam a abrir portas à pluralidade de opiniões sobre os temas que marcam a actualidade”, sublinha, destacando que a chegada do cartoonista à equipa representa mais um passo nesse caminho.
Para João Maria Ferreira, o convite constituiu uma surpresa marcante no final de 2025 e um reconhecimento de um percurso pessoal ligado, desde cedo, ao desenho e ao cartoon. O artista assume que esta vertente sempre o acompanhou “desde miúdo” e sublinha, nas suas redes sociais, o significado especial de colaborar com um jornal que também faz parte da sua memória enquanto leitor. “É uma honra ter o meu trabalho num jornal que me vem acompanhando ao longo dos anos”, refere.
Os cartoons publicados ao longo de Dezembro de 2025, desenvolvidos em ilustração digital, marcaram o arranque da colaboração semanal. A proposta assume o cartoon como ferramenta de leitura do presente, convocando o humor e a síntese visual para interpelar o leitor sobre um mundo que o próprio autor descreve como “cada vez mais estranho”.
Num tempo dominado pela velocidade do digital e pela fragmentação da informação, João Maria Ferreira deixa ainda um apelo claro à leitura em papel, defendendo a importância de continuar a comprar e a ler jornais como forma de cuidar da cultura e de garantir um olhar informado e crítico sobre a realidade.
Com o Cartoon do João, o Correio do Ribatejo reforça assim o seu compromisso com a diversidade editorial, valorizando o cartoon como espaço autónomo de interpretação da actualidade e como contributo para uma leitura plural, exigente e atenta do mundo contemporâneo.






